Veja quem são os seis alvos de prisã0 na operação da PF contra corrupção no TCE-MT

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, está entre os seis alvos de mandados de prisão preventiva cumpridos pela Polícia Federal nesta quinta-feira (29), durante a Operação Tomada de Contas, em Cuiabá. A lista também inclui o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, a secretária executiva Roseli Loss, o assessor Adriangelo Barros Antunes e os advogados Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.

Veja os nomes dos alvos da Operação Tomada de Contas

Os seis nomes identificados até o momento são:

  • Sérgio Ricardo de Almeida — presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso;
  • Grhegory Paiva Pires Moreira Maia — consultor jurídico-geral do TCE-MT;
  • Roseli Loss — secretária executiva;
  • Adriangelo Barros Antunes — assessor;
  • Gustavo Fernandes da Silva — advogado;
  • Felipe José Glinke — advogado.

A Polícia Federal cumpre os mandados no âmbito de uma investigação sobre possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e nos pagamentos realizados a empresas e servidores ligados à Corte de Contas. As autoridades apuram suspeitas de favorecimento na liberação de recursos públicos e possíveis pressões sobre fornecedores.

PF fecha sede do TCE-MT e realiza buscas em gabinetes

Durante a operação, policiais federais fecharam a sede do Tribunal de Contas, em Cuiabá, para cumprir mandados de busca e apreensão. A reportagem confirmou que os agentes também vasculharam o gabinete do conselheiro José Carlos Novelli.

O expediente da instituição foi suspenso durante as diligências. Segundo as informações apuradas, policiais orientaram os servidores a não entrar no prédio enquanto as equipes realizavam os trabalhos.

Até o momento, as informações divulgadas indicam que o conselheiro e os advogados terão direito a regime de prisão especial, enquanto os assessores ficarão em regime de prisão comum. A aplicação das regras depende das condições legais de cada custodiado.

Operação investiga contratos e movimentações financeiras

Mais de 180 policiais federais participam da Operação Tomada de Contas. Além das seis prisões preventivas, as equipes cumprem 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou as medidas, que também incluem quebras de sigilo e sequestro de bens.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria servido como instrumento de pressão sobre fornecedores. Os investigadores também analisam possíveis favorecimentos na liberação de recursos públicos e divergências nos pagamentos feitos a empresas.

Outra frente da apuração envolve movimentações financeiras atípicas relacionadas a servidores públicos e saques frequentes em dinheiro. A PF busca esclarecer possíveis conexões entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências do próprio tribunal.

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