Queijos produzidos no sítio Via Láctea, em Sorriso (MT), conquistaram destaque internacional ao ganhar medalhas no Mundial do Queijo, realizado neste mês em São Paulo. O queijo autoral Véu Azul levou medalha de ouro, enquanto o tradicional cabacinha garantiu bronze.
Produção artesanal projeta Sorriso no exterior
Rita Hachiya, de 42 anos, conduz sozinha toda a produção no sítio localizado no assentamento Jonas Pinheiro. O resultado no concurso, que reuniu produtores de mais de 20 países, colocou Sorriso no mapa da produção artesanal de queijos.
O Véu Azul chamou atenção dos jurados pelas características específicas. O produto apresenta massa filada, maturação de 30 dias, interior cremoso e casca florida com mofo azul.
Manejo diferenciado impacta qualidade do leite
A propriedade mantém 12 vacas da raça Jersey e direciona a produção exclusivamente ao leite A2A2 desde o fim de 2023. Esse tipo de leite está associado à melhor digestão e menor desconforto gastrointestinal.
Rita adota práticas de bem-estar animal no dia a dia. Ela utiliza música clássica durante a ordenha e instala brinquedos e escovas nos currais. Segundo a produtora, essas ações melhoram a qualidade do leite.
De iniciante à produtora premiada
Rita iniciou na atividade em 2009, após conhecer o veterinário Evandro José de Carvalho. Ela começou com quatro vacas, mesmo sem experiência prévia, e expandiu a produção ao longo dos anos.
Em 2014, a propriedade conquistou certificação como livre de brucelose e tuberculose, tornando-se a primeira do estado com esse reconhecimento. Em 2015, Rita iniciou a comercialização no mercado local e passou a investir na produção de queijos.
Premiações consolidam trajetória
Rita participou de concursos em Minas Gerais, Santa Catarina e Cuiabá e acumulou premiações. Em uma competição estadual recente, o queijo Poranga conquistou ouro, o Azul da Via Láctea recebeu prata e o cabacinha ficou com bronze.
O Poranga também se tornou o primeiro produto autoral da queijaria com selo Arte, o que permite a comercialização em todo o território nacional.
O leite A2A2 contém apenas a proteína beta-caseína A2, que pode facilitar a digestão e reduzir desconfortos em algumas pessoas.
Práticas como conforto, redução de estresse e manejo adequado podem melhorar a qualidade do leite produzido pelas vacas.
Fatores como sabor, textura, aroma, aparência e técnica de produção influenciam na avaliação em concursos especializados.




