Polícia prende influenciadora digital e outros três suspeitos de integrar esquema de golpes milionários em Cuiabá e Várzea Grande; veja vídeo

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A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (29), a influenciadora digital Aryadna Cristina, de 24 anos, e o companheiro dela, de 26, durante a segunda fase da Operação Rede Oculta, em Cuiabá. Os policiais também prenderam um casal de 35 e 41 anos, morador de Várzea Grande. A investigação apura golpes pela internet que causaram prejuízo de R$ 414 mil às vítimas identificadas. Um quinto investigado não foi encontrado e continua foragido.

Polícia investiga participação de influenciadora em esquema de golpes

A Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande conduz a investigação para esclarecer a participação de cada suspeito no esquema. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava diferentes estratégias para atrair vítimas e conseguir transferências bancárias. Entre os métodos, os investigados publicavam anúncios falsos de veículos em redes sociais e plataformas de compra e venda.

Os suspeitos também se passavam por parentes das vítimas ou funcionários de instituições bancárias. Com essas abordagens, eles tentavam convencer as pessoas a transferir dinheiro para contas utilizadas na movimentação dos valores obtidos por meio das fraudes.

Os investigadores apuram a divisão de tarefas entre os integrantes e a possível participação de outras pessoas. A equipe também busca identificar como o grupo atraía as vítimas, recebia os pagamentos e movimentava o dinheiro. A análise das provas poderá esclarecer a atuação individual dos suspeitos e revelar novas conexões entre as ocorrências.

Mulher recrutava pessoas para ceder contas bancárias

Segundo a Polícia Civil, a mulher de 35 anos presa em Várzea Grande recrutava pessoas para ceder contas bancárias usadas na movimentação do dinheiro dos golpes. Os investigadores também apontam que ela coordenava um dos núcleos do grupo, função que teria facilitado a circulação dos valores obtidos ilegalmente.

O marido dela, de 41 anos, voltou à prisão durante a nova fase da operação. A polícia já havia prendido o homem por suspeita de envolvimento em fraudes eletrônicas, mas ele respondia ao caso em liberdade. Conforme a investigação, ele teria orientado a movimentação dos recursos mesmo durante o período em que permaneceu no sistema prisional, com auxílio da esposa.

A Polícia Civil também aponta o homem como integrante de uma facção criminosa. Os investigadores apuram possíveis conexões entre essa suspeita e a estrutura utilizada pelo grupo para executar as fraudes. A polícia ainda precisa reunir e analisar as provas para esclarecer a participação de cada investigado nos crimes.

Justiça autorizou prisões, buscas e apreensão de veículos

A Justiça expediu 20 ordens judiciais contra os cinco investigados. As medidas incluem cinco mandados de prisão preventiva, buscas domiciliares, sequestro de veículos e autorização para acessar os dados dos aparelhos apreendidos. O Núcleo do Juízo das Garantias da Regional 1 de Cuiabá autorizou as diligências.

Durante a operação, os policiais sequestraram um Toyota Corolla Cross híbrido utilizado pelos investigados. Embora outra pessoa apareça como proprietária no registro, a investigação aponta que os suspeitos utilizavam o veículo. A medida busca preservar um bem que pode ter relação com os crimes apurados.

Os policiais também recolheram celulares durante o cumprimento dos mandados. Agora, os investigadores vão extrair e analisar os dados dos aparelhos em busca de mensagens, registros de transferências, contatos e outras informações que ajudem a esclarecer o funcionamento do esquema.

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