Pivetta pode dividir palanque com Wellington em ato de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, diz coordenador; veja vídeo

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O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, fala no Seminário “A Nova Economia Liberal”, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), zona sul do Rio de Janeiro.
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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL), adversários na disputa pelo Governo de Mato Grosso, poderão dividir o mesmo palanque durante uma eventual visita do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao estado. A possibilidade foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial, ao afirmar que lideranças que apoiam Flávio serão convidadas para os atos eleitorais.

Apesar da rivalidade estadual, Pivetta e Wellington já manifestaram publicamente apoio à candidatura presidencial de Flávio. Segundo Marinho, a campanha nacional pretende buscar votos entre diferentes grupos políticos, mesmo quando essas lideranças estejam em lados opostos nas disputas estaduais.

“Agora nós temos que ter a estratégia e a inteligência de buscarmos o voto onde eles se encontram. Aqui no Mato Grosso nós temos já o apoio de Wellington, mas nós temos também o apoio do próprio Pivetta, que já foi externalizado publicamente”, declarou.

Coordenador diz que “todos serão convidados”

Rogério Marinho confirmou que existe previsão de Flávio Bolsonaro retornar a Mato Grosso durante a campanha eleitoral. Entretanto, o coordenador não informou quando essa nova visita deverá acontecer.

Segundo ele, as lideranças que apoiam a candidatura presidencial poderão participar da agenda.

“Então, se viermos, claro que todos serão convidados, que nos apoiem, serão muito bem-vindos. Então, quem estiver contra o PT, é muito bem-vindo do nosso lado”, afirmou.

A declaração abre espaço para uma situação incomum na campanha mato-grossense: Pivetta e Wellington podem aparecer no mesmo evento nacional enquanto disputam diretamente o comando do Palácio Paiaguás.

Disputa estadual não impede articulação presidencial

Embora Wellington seja o candidato do próprio PL ao Governo de Mato Grosso, a campanha presidencial trabalha com uma estratégia que busca ampliar os apoios a Flávio para além das alianças estaduais do partido.

Nesse cenário, a oposição ao Partido dos Trabalhadores aparece, segundo Marinho, como um dos elementos centrais para aproximar diferentes lideranças políticas da candidatura presidencial.

Pivetta já declarou apoio público a Flávio, enquanto Wellington também integra a base eleitoral do candidato do PL no estado.

PL quer fortalecer candidaturas em diferentes frentes

Além de ampliar os apoios à candidatura presidencial, Rogério Marinho afirmou que o partido pretende fortalecer seus candidatos aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados.

“Nós somos candidato a presidente da República, nós queremos eleger o nosso candidato a governador, queremos eleger o nosso candidato ao Senado, queremos eleger deputados federais que vão dar suporte e governabilidade ao nosso candidato a presidente da República”, completou.

Assim, uma eventual passagem de Flávio Bolsonaro por Mato Grosso poderá reunir aliados que seguem caminhos diferentes na eleição estadual, colocando lado a lado dois dos principais adversários na corrida pelo Governo de Mato Grosso.

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