CST da Mineração coloca água mineral no centro do debate e busca destravar setor em Mato Grosso

Fabíola Maria Costa Silva
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A Câmara Setorial Temática (CST) da Mineração da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ampliou as discussões sobre a cadeia mineral do estado e passou a incluir no debate a produção de água mineral. Presidida pelo deputado estadual Max Russi (Podemos), a iniciativa reúne empresários, especialistas e representantes do setor para identificar entraves e discutir propostas relacionadas ao desenvolvimento, geração de empregos e ampliação da produção.

Entre as experiências apresentadas está a Água Sapoti, empresa familiar instalada em Chapada dos Guimarães, a aproximadamente 70 quilômetros de Cuiabá. O empreendimento é comandado pela médica e empresária Paulete Maria Dossena Grando, juntamente com as filhas Letícia e Rafaela.

Empresa levou quase uma década para iniciar produção

A história do empreendimento começou em 1991, quando a família adquiriu uma propriedade localizada a 18 quilômetros da área urbana de Chapada dos Guimarães. Análises técnicas posteriormente identificaram no local água mineral naturalmente fluoretada.

Entretanto, transformar o recurso em atividade econômica levou anos. O processo para exploração começou em 2006, enquanto a indústria iniciou efetivamente as operações apenas em 2015.

Segundo Paulete, questões burocráticas, análises laboratoriais, documentação, infraestrutura e logística estiveram entre os desafios encontrados durante o processo.

“Temos que ajustar todos os dias, porque, quando você pensa que superou uma questão, surge outra”, relatou.

Indústria opera com até 30% da capacidade

Atualmente, a Sapoti produz garrafões de 20 litros, copos e embalagens PET, além de comercializar água com e sem gás. Aproximadamente 20 pessoas trabalham diretamente na operação.

Apesar disso, a empresa utiliza somente entre 25% e 30% de sua capacidade produtiva. Segundo Paulete, caso a operação alcançasse aproximadamente 75% da capacidade, a estrutura poderia chegar a cerca de 100 trabalhadores.

Custos relacionados ao transporte e aos insumos também aparecem entre os obstáculos para a expansão. A empresa pretende aumentar sua presença no mercado mato-grossense e, futuramente, alcançar países do Mercosul.

Max Russi defende diálogo com diferentes segmentos

Presidente e idealizador da CST, Max Russi afirmou que a discussão permite conhecer atividades que normalmente recebem menos destaque quando o assunto é mineração.

“Mato Grosso tem um potencial mineral enorme e precisamos conhecer toda essa cadeia”, declarou.

Segundo o parlamentar, a Câmara Setorial pretende ouvir quem atua diretamente no mercado, identificar dificuldades e discutir caminhos para transformar o potencial mineral de Mato Grosso em desenvolvimento, emprego e renda de maneira responsável.

A vice-presidente da CST, Tais Paula Costa Leite, também destacou que a participação dos empreendedores pode aproximar as discussões legislativas dos problemas enfrentados diariamente pelo setor produtivo.

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