Vereador Paulo Henrique se defende na tribuna e anuncia licença de um mês; veja vídeo:

Vereador Paulo Henrique

O vereador Paulo Henrique (MDB) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá durante a sessão ordinária desta terça-feira (11) para se defender das acusações de envolvimento com o crime organizado. Ele se emocionou e chorou durante sua fala. Posteriormente, ele anunciou sua licença do mandato por 31 dias. Após seu discurso, ele se retirou do plenário, evitando a imprensa que aguardava declarações

Defesa e confiança

Em entrevista ao site O Matogrossense, Paulo Henrique declarou confiança em sua defesa e inocência. “Estou tranquilo e acredito na justiça. Tenho plena confiança de que minha inocência será provada”, afirmou o vereador. No entanto, ele preferiu não se pronunciar mais detalhadamente até ser oficialmente notificado.

Pedido de cassação

Na segunda-feira (10), vereadores de Cuiabá protocolaram um pedido de cassação contra Paulo Henrique. Eles foram motivados pela investigação conduzida pela Polícia Federal (PF), que o envolve em um esquema com uma facção criminosa. Maysa Leão (Republicanos), Sargento Joelson (PSB), Michely Alencar (União Brasil), Denilson Nogueira (PP), Dilemário Alencar (União Brasil) e Dr. Luiz Fernando (União Brasil) assinaram o pedido.

Operação Ragnatela

A Operação Ragnatela, que investiga Paulo Henrique, sugere que ele fazia a ponte entre a organização criminosa e agentes públicos da Secretaria Municipal de Ordem Pública. No entanto, essa facilitação visava a realização de shows em casas noturnas para lavagem de dinheiro. Além disso, a PF aponta que o vereador mantinha uma relação próxima com os investigados, trocando favores e obtendo vantagens financeiras indiretas.

Exoneração de servidores

Na semana passada, a Câmara de Cuiabá exonerou três servidores ligados ao gabinete de Paulo Henrique: Willian Aparecido da Costa Pereira, Elzyo Jardel Xavier Pires e Rodrigo Souza Leal. Todos foram presos pela PF durante a operação. Além disso, Rodrigo Anderson de Arruda Rosa, fiscal da Secretaria de Ordem Pública, também foi alvo da operação. A secretaria informou que abrirá um procedimento interno para investigar sua conduta.

Além disso, o advogado de Paulo Henrique aguarda a notificação oficial para emitir um pronunciamento mais detalhado. Enquanto isso, o vereador se dedica à sua defesa, afastando-se temporariamente de suas funções.

Conclusão

Por fim, o cenário político em Cuiabá permanece tenso com as investigações em andamento. A licença de Paulo Henrique e os procedimentos legais em curso demonstram o compromisso da Câmara Municipal em lidar com as acusações de maneira transparente e responsável. Portanto, a sociedade aguarda desdobramentos que trarão clareza sobre as acusações e a integridade dos envolvidos.

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