Pivetta declara apoio a Bolsonaro, critica governo federal e promete endurecer combate às facções em MT; veja vídeo

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), manifestou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) durante uma entrevista à imprensa neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais. Ao comentar a disputa, Pivetta afirmou que o candidato representa a insatisfação de parte da população com a situação do país e criticou a atual administração federal. Além disso, o governador defendeu o reforço da segurança na fronteira entre Brasil e Bolívia e voltou a comentar o projeto encaminhado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para reconhecer facções criminosas como organizações terroristas.

Pivetta diz que Bolsonaro representa sentimento de frustração com o Brasil

Questionado sobre a participação de Bolsonaro no segundo turno e a possibilidade de conquistar uma votação expressiva em Mato Grosso, Pivetta associou a candidatura ao desejo de mudança de parte dos eleitores.

“Ele representa a esperança, ele representa a mudança, ele representa o nosso sentimento de frustração com o Brasil, com o Brasil atual, com o Brasil mal governado, é isso que ele representa”, declarou.

O governador também recebeu perguntas sobre o desempenho do candidato no debate presidencial realizado na sexta-feira (23).

Inicialmente, afirmou acreditar que Bolsonaro havia apresentado propostas. Entretanto, ao longo da conversa, disse que não assistiu ao debate e ressaltou que já tinha uma posição definida sobre a disputa.

“Eu já tenho a minha opinião formada”, afirmou.

Governador cobra segurança na fronteira com a Bolívia e defende combate às facções

Outro assunto abordado por Pivetta foi a segurança pública, especialmente na região de fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia.

“Eu quero segurança na fronteira do Brasil com a Bolívia”, afirmou o governador ao ser questionado sobre suas prioridades.

A cobrança também aparece em declarações recentes de Pivetta, que defendeu uma presença maior das forças federais nos aproximadamente 900 quilômetros de fronteira. Segundo ele, o reforço permitiria que as equipes estaduais concentrassem mais recursos no combate à criminalidade dentro de Mato Grosso.

Pivetta defende projeto que classifica facções como terroristas

Durante a entrevista, o governador também comentou o projeto de lei que encaminhou à Assembleia Legislativa para reconhecer facções criminosas como organizações terroristas no âmbito estadual.

Pivetta relacionou a proposta à preocupação com a atuação do crime organizado e com as ameaças à população.

“Isso é a expressão de um governador, de um povo que não aguenta mais o crime organizado ameaçando a vida das famílias, da sociedade, das pessoas de bem”, declarou.

A proposta estadual prevê protocolos específicos para a atuação das forças de segurança e ainda depende da análise dos deputados. A definição de crimes e penas de terrorismo, entretanto, pertence à competência legislativa federal.

Governador promete rigor contra organizações criminosas

Ao final da entrevista, Pivetta reforçou sua posição sobre o enfrentamento às facções em Mato Grosso.

“Na gestão do Piveta, a facção não vai ter vez”, afirmou, repetindo a declaração diante dos jornalistas.

O governador também recebeu uma pergunta sobre a possibilidade de colaboração do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), na proposta estadual. No trecho da entrevista, porém, Pivetta não detalhou eventuais conversas ou medidas conjuntas com a Prefeitura.

A discussão ocorre enquanto o governo estadual busca ampliar os instrumentos de combate ao crime organizado e cobra maior participação da União na fiscalização da fronteira com a Bolívia.

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