O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender a adoção da castração química para condenados por estupro e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um vídeo divulgado nas redes sociais. Na gravação, o parlamentar afirma que entregou um projeto sobre o tema ao então deputado Jair Bolsonaro há cerca de uma década e diz que a proposta faz parte das pautas defendidas por seu grupo político desde aquele período.
Durante a publicação, Flávio também cita dados sobre violência sexual contra crianças e faz um apelo aos seguidores para que manifestem apoio à castração química de estupradores. Além disso, critica o presidente da República ao afirmar que Lula defenderia esse tipo de criminoso, sem apresentar exemplos específicos durante o vídeo.
Senador volta a defender castração química
Na gravação, Flávio Bolsonaro afirma ser favorável à castração química como condição para que condenados por estupro possam deixar a prisão.
Segundo ele, a proposta foi elaborada por seu grupo e entregue ao então deputado Jair Bolsonaro entre 2014 e 2015 para ser apresentada no Congresso Nacional.
O senador disse que a medida recebeu críticas na época, mas afirmou continuar defendendo a iniciativa.
Discurso cita crimes contra crianças
Durante o vídeo, Flávio menciona casos de violência sexual contra crianças e faz referência à própria família ao comentar que tem uma filha de 11 anos.
Em seguida, questiona seus seguidores sobre qual seria a reação diante de um caso de abuso sexual envolvendo uma criança.
O parlamentar também pede que internautas manifestem apoio à proposta nos comentários da publicação.
Declaração inclui críticas ao presidente
Ao longo da gravação, Flávio Bolsonaro critica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirma que o chefe do Executivo defenderia esse tipo de criminoso.
No vídeo divulgado, entretanto, o senador não apresenta exemplos ou declarações específicas do presidente que fundamentem essa afirmação.
A manifestação ocorreu durante a defesa da proposta de castração química para condenados por estupro.
A castração química é tema de debate no Congresso Nacional há vários anos e desperta opiniões divergentes entre parlamentares, juristas e especialistas em direito penal. Enquanto defensores argumentam que a medida pode contribuir para reduzir a reincidência em determinados crimes sexuais, críticos apontam questionamentos sobre sua constitucionalidade, eficácia e compatibilidade com princípios de direitos humanos. A proposta mencionada por Flávio Bolsonaro ainda depende de eventual análise e deliberação no Poder Legislativo.
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