Mauro Carvalho renuncia à Casa Civil e diz: “Deixo o cargo para me dedicar inteiramente a minha família, as minhas empresas e esclarecer estes fatos e provar a minha inocência”

Perrengue Mato Grosso

Mauro Carvalho Junior comunicou nesta terça-feira (11) que deixa o cargo de secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso. Na carta, afirmou que decidiu renunciar para se dedicar à família, às empresas e esclarecer os fatos relacionados à investigação que envolve seu nome.

Segundo Carvalho, ele havia deixado a Casa Civil em julho de 2023 para assumir o Senado Federal e não tinha intenção de retornar ao serviço público. Ele afirmou que recebeu um novo convite de Otaviano Pivetta e Mauro Mendes em dezembro de 2025 e, após algumas semanas, decidiu aceitar por “gratidão” e “lealdade” ao grupo político. Ao explicar a saída, Carvalho afirmou que deixa o cargo pela mesma razão pela qual entrou: lealdade. Ele também declarou que pretende se dedicar integralmente à família e às empresas enquanto busca esclarecer os fatos e provar sua inocência.

Mauro Carvalho afirma que não ocupava cargo durante processo

Na carta, Carvalho afirmou que, entre dezembro de 2023 e abril de 2024, período em que tramitou o processo relacionado ao acordo com a Oi, não ocupava nenhum cargo público, nem federal nem estadual.

Por isso, segundo ele, não poderia ter influenciado a decisão sobre a realização ou não do acordo. O ex-secretário também afirmou que o pedido de afastamento de seu cargo feito pela autoridade policial foi indeferido pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo Carvalho, a decisão acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República no sentido de que não havia indício de uso do cargo para finalidade ilícita.

Ex-secretário nega participação e benefício

Carvalho afirmou que a investigação não representa uma condenação. Ele declarou que não foi denunciado, não está sendo processado criminalmente e não foi condenado. Além disso, reafirmou que não participou do acordo com a Oi e que não se beneficiou dele. Segundo Carvalho, nenhum recurso originário do acordo foi utilizado em benefício próprio ou de sua família.

Ele também afirmou que os valores aportados por sua família nas empresas das quais participam são provenientes de recursos de seu grupo empresarial. Sobre a decisão, Carvalho declarou que seu nome aparece por vínculo, mas que não lhe é atribuído nenhum ato concreto. Ele afirmou ter convicção de que, ao final do processo, os fatos serão esclarecidos e sua inocência e a de sua família serão comprovadas.

Carvalho afirmou que deixa o cargo “de pé e com a consciência tranquila”. Ele agradeceu ao governador Otaviano Pivetta pela confiança, manifestou respeito aos servidores da Casa Civil e declarou amor à família. Também registrou solidariedade ao procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, e ao deputado federal Fábio Garcia.

A carta foi assinada em Cuiabá, em 11 de agosto de 2026. E foi publicada em suas redes sociais.

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