Polícia apreende 120 cabeças de gado de origem ilícita em Dom Aquino; veja vídeo

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A Polícia Civil apreendeu 120 cabeças de gado com suspeita de origem ilícita, nesta segunda-feira (10), durante uma operação em uma propriedade rural de Dom Aquino (MT). Durante a fiscalização, os investigadores identificaram animais relacionados a furtos já apurados e encontraram bovinos com marcas sobrepostas, remarcações e outros sinais de possíveis alterações na identificação.

Operação chegou ao local após furtos registrados em junho

A Delegacia de Polícia de Jaciara deflagrou a Operação Curral do Crime II com apoio das delegacias de Dom Aquino e Juscimeira. A investigação começou depois de registros de furtos de gado ocorridos em junho na região.

Ao longo das apurações, os policiais reuniram informações de que a propriedade rural poderia ser utilizada para concentrar e esconder animais provenientes de crimes. Por isso, as equipes realizaram uma fiscalização detalhada do rebanho encontrado no local.

Os investigadores fizeram a identificação individual dos bovinos e reconheceram 16 cabeças de gado pertencentes a duas vítimas de furtos anteriormente investigados. Em um desses casos, criminosos haviam levado mais de 60 animais da propriedade da vítima.

Marcas sobrepostas chamaram atenção dos investigadores

Além dos 16 animais reconhecidos, os policiais localizaram outros bovinos com marcas sobrepostas, remarcações e sinais que podem indicar modificações na identificação.

Durante a fiscalização, também não foram apresentados documentos suficientes para comprovar a procedência regular de todo o rebanho.

Diante da situação, a Polícia Civil apreendeu cautelarmente 85 animais adultos e 35 bezerros, totalizando 120 cabeças de gado.

Agora, os investigadores pretendem cruzar as marcas dos animais com Guias de Trânsito Animal (GTAs), notas fiscais e registros de compra e movimentação do rebanho. O objetivo é determinar a procedência de cada animal apreendido.

Polícia apura possível participação do responsável pela propriedade

A Polícia Civil também investiga se o responsável pela propriedade teve participação nos furtos. Segundo os investigadores, existem elementos que indicam possível envolvimento, porém ele não foi localizado durante a operação.

As diligências duraram aproximadamente 16 horas. O nome “Curral do Crime II” faz referência à suspeita de que a propriedade funcionava como ponto de guarda e ocultação de animais furtados na região.

As investigações continuam para esclarecer a origem de todo o rebanho e localizar outros animais possivelmente furtados. Produtores que reconhecerem animais ou marcas relacionadas aos crimes podem procurar a Delegacia de Polícia de Jaciara e apresentar documentos que comprovem a propriedade.

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