Nesta terça-feira (29), o vereador Demilson Nogueira (PP) apresentou um requerimento para revogar a Lei Complementar nº 546, que autoriza a Prefeitura de Cuiabá a contratar um empréstimo de R$ 139 milhões junto ao Banco do Brasil. De acordo com o parlamentar, com o término da gestão atual se aproximando, é essencial que a decisão de assumir um compromisso financeiro desse porte seja reavaliada e, preferencialmente, transferida para o próximo gestor. Dessa forma, a nova administração poderá avaliar com mais clareza os impactos econômicos e a real necessidade desse recurso.
Projeto segue para análise nas comissões da Câmara
Nogueira busca, com o requerimento, que as comissões competentes analisem inicialmente o projeto, permitindo aos parlamentares uma análise profunda sobre a viabilidade e as implicações da suspensão da autorização para o empréstimo. Após a emissão dos pareceres, o plenário da Câmara Municipal de Cuiabá votará o requerimento. Nesse cenário, os vereadores avaliarão a necessidade de reavaliação e possível adiamento do empréstimo. Nogueira considera a medida de “interesse público relevante” e acredita que a suspensão temporária garantirá maior transparência no uso dos recursos municipais.
Impacto para a próxima gestão e para os cofres públicos
Com a possível suspensão do empréstimo, Nogueira acredita que o próximo prefeito terá mais liberdade para decidir sobre a contratação, levando em consideração as prioridades que estabelecer para o novo ciclo administrativo. Dessa forma, ele defende que a cautela no uso dos recursos públicos deve ser uma prioridade, especialmente em momentos de transição. Além disso, o parlamentar ressalta que a análise financeira detalhada poderá evitar compromissos que possam impactar negativamente o futuro do município.
O tema ainda será discutido e apreciado nas próximas sessões da Câmara Municipal de Cuiabá. A proposta de Nogueira, portanto, abre um debate sobre a importância de uma gestão fiscal responsável e transparente, que se torna ainda mais essencial em períodos de transição administrativa, quando as decisões financeiras podem gerar efeitos a longo prazo para o município.









