O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (União Brasil), acusou deputados bolsonaristas de explorarem a Lei da Pesca, ou “Transporte Zero,” com fins eleitorais. Durante a sessão de quarta-feira (30), Botelho observou o sumiço das discussões após as eleições, o que ele considera um claro exemplo de oportunismo político. “A discussão estava grande, cadê? Parou? Ou era só para eleição? Cadê o povo que estava gritando, cadê esses deputados?” questionou Botelho, expressando sua insatisfação com a situação.
Botelho critica uso eleitoral da Lei da Pesca e cobra continuidade no debate
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) October 30, 2024
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Lei da Pesca: Polêmica e projeto de alteração
A polêmica envolvendo a Lei da Pesca, oficialmente Lei nº 12.434/2024, teve início com a proibição da captura de 12 espécies de peixes nos rios de Mato Grosso. Durante o período eleitoral, aliados do candidato à prefeitura de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), apresentaram o projeto de lei (PL 1.669/2024), que inicialmente aparentava revogar a Lei do Transporte Zero. No entanto, o texto mantinha a Lei nº 12.197/2023, que proíbe totalmente a pesca nos rios de Mato Grosso. Dessa forma, a medida causou grande repercussão e intenso debate entre os deputados estaduais.
Críticas ao uso eleitoral da pauta
Botelho observou que, em sessões anteriores, diversos deputados estaduais defenderam energicamente o tema, com vídeos e discursos firmes em apoio à pesca. “Cadê eles? Fizeram vídeos, e hoje não tocaram neste assunto. Acabou os defensores? Nas outras sessões, estavam um deputado de um lado e de outro falando do projeto. Era só para eleição, era só mentira, era só para ganhar o voto”, criticou Botelho. Nesse contexto, ele destacou o desaparecimento do assunto após as eleições, chamando a atenção para a falta de continuidade no debate.
Governador Mauro Mendes também sob críticas
Botelho, além disso, direcionou críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil), destacando que considerou infeliz o comentário do governador sobre a lei ainda no primeiro turno das eleições. Na visão de Botelho, Mendes contribuiu diretamente para intensificar a polêmica ao trazer o tema para o centro da disputa eleitoral, o que, conforme o presidente da Assembleia, apenas acirrou os ânimos entre os deputados e gerou mais tensão no debate.
Com essa cobrança, Botelho agora espera que o debate sobre a Lei da Pesca retorne com seriedade, sem influências eleitorais. Assim, ele pressiona deputados e autoridades a tratarem o assunto com o compromisso e a continuidade que considera essenciais para a Assembleia Legislativa e para a população de Mato Grosso.









