Deputado Júlio Campos denuncia suposto boicote no abastecimento de água em VG; veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande manipulou o abastecimento de água durante as eleições municipais para prejudicar o então prefeito Kalil Baracat (MDB). Segundo Campos, o serviço essencial teria sido interrompido em certas áreas da cidade exatamente no período em que Baracat buscava a reeleição. Como consequência, o prefeito acabou sendo derrotado nas urnas.

Abastecimento volta ao normal após as eleições

Após o término do pleito, Campos decidiu visitar alguns bairros que antes enfrentavam uma situação de desabastecimento frequente. Durante essas visitas, ele observou que a água voltou a fluir de maneira abundante, o que lhe causou surpresa. “Os moradores me confirmaram que a água começou a jorrar em grande quantidade logo depois da eleição”, relatou o deputado, acrescentando ainda que uma moradora mencionou que sua caixa d’água estava “até transbordando”. Assim, segundo ele, esse retorno repentino do abastecimento indicaria que a interrupção foi deliberada, prejudicando estrategicamente o então prefeito.

Debate sobre politização dos serviços públicos

As acusações feitas por Campos, portanto, trouxeram novamente à tona uma questão preocupante: o uso político dos serviços essenciais em períodos eleitorais. A possibilidade de que funcionários do DAE tenham realmente manipulado o fornecimento de água para influenciar o resultado das eleições levanta sérios questionamentos éticos e legais. Além disso, a acusação evidencia a necessidade de garantias para que os serviços públicos sigam critérios técnicos, livres de qualquer interferência política.

Até o momento, o DAE não emitiu uma resposta oficial sobre as alegações de Campos. Da mesma forma, a equipe de Kalil Baracat permanece em silêncio, focando-se nas análises e reflexões pós-eleitorais. Em ambos os casos, a expectativa da população é que os envolvidos forneçam esclarecimentos para esclarecer a situação.

População exige transparência e investigações detalhadas

O caso coloca o DAE sob vigilância da comunidade e das autoridades locais, que agora exigem transparência e investigam a gestão de água em Várzea Grande. Organizações e líderes políticos buscam esclarecimentos para entender se o DAE interferiu no fornecimento de água e como isso impactou o processo eleitoral. O episódio destaca a importância de proteger serviços essenciais para evitar que a população sofra com possíveis manobras eleitorais.

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