Bope faz varredura em carro de mulher morta pelo ex-marido após mensagem sobre bomba em Cáceres; veja vídeo

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O Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizou, na noite desta última segunda-feira (28), uma varredura no veículo de Noeli Simsen, de 50 anos, morta a tiros dentro de um quarto de hotel, em Cáceres. A equipe especializada foi acionada após uma mensagem indicar a possibilidade de uma bomba ter sido instalada no carro da vítima.

Uma funcionária do Hotel Real, na rua José Linhares, apresentou aos policiais mensagens que Noeli recebeu antes do crime. Segundo o relato entregue à Polícia Militar, Ricardo alertou a ex-mulher para tomar cuidado ao ligar o carro porque alguém poderia ter instalado uma bomba no veículo.

O Esquadrão Antibombas chegou ao local na noite de segunda-feira (28) e iniciou os procedimentos de segurança. Os policiais examinaram o veículo e descartaram a presença de qualquer explosivo. Depois da vistoria, a equipe encerrou a ação e liberou o automóvel.

Ex-marido matou mulher dentro de hotel

A Polícia Militar recebeu o chamado por volta das 14h de segunda-feira (28), após o assassinato de Noeli dentro de um quarto do Hotel Real, em Cáceres. Segundo as informações do caso, Ricardo atirou contra a ex-mulher durante o encontro no estabelecimento.

Os policiais localizaram Ricardo após o crime e efetuaram a prisão. A Polícia Civil agora investiga as circunstâncias do homicídio, a dinâmica dos disparos e os acontecimentos que antecederam o encontro entre o ex-casal.

Noeli e Ricardo mantinham a separação havia cerca de cinco meses. A vítima morava no exterior e voltou para Cáceres para negociar a venda do hotel, que pertencia a ela. O encontro no estabelecimento terminou com a morte da mulher dentro de um dos quartos.

Investigação avalia possível feminicídio

A Polícia Civil também deverá analisar o contexto da relação entre Noeli e Ricardo para definir a classificação jurídica do crime. Como o caso envolve uma mulher morta pelo ex-marido, a investigação poderá avaliar a existência das circunstâncias que caracterizam o feminicídio.

A Lei nº 14.994/2024 transformou o feminicídio em crime autônomo e aumentou a pena prevista para esse tipo de homicídio. A autoridade policial precisa reunir provas sobre a motivação e as circunstâncias do crime antes de definir o enquadramento jurídico.

Os investigadores também podem analisar as mensagens relacionadas à suposta bomba. Caso as provas indiquem ameaça, intimidação ou outro crime, a Polícia Civil poderá incluir esses fatos na investigação. Para isso, os investigadores devem verificar o conteúdo integral das conversas, a autoria das mensagens e o contexto em que Ricardo enviou os textos.

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