Mãe volta a ouvir coração da filha que morreu após conhecer criança que recebeu órgão transplantado; Veja vídeo

Karolina Silva •
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Aline Celoni viveu um momento de profunda emoção ao voltar a ouvir as batidas do coração da filha, Laís Machado Celoni, que morreu aos 3 anos, em 2025, em Araçatuba, no interior de São Paulo. Com um estetoscópio, a mãe escutou o coração que agora bate no peito de Vitória Helena Bernardo da Silva, também de 3 anos. A menina recebeu o órgão após a família de Laís autorizar a doação diante da confirmação da morte encefálica da criança. O encontro entre as duas famílias aconteceu em maio deste ano, em São Paulo, meses depois do transplante.

Mãe ouviu novamente as batidas do coração da filha

O encontro permitiu que Aline conhecesse Vitória, a criança que recebeu o coração de Laís. Durante o momento, a mãe utilizou um estetoscópio para ouvir as batidas do órgão transplantado e reviveu, de uma maneira diferente, uma ligação com a filha.

A cena reuniu as famílias em torno de uma história marcada pela perda e, ao mesmo tempo, pela decisão de permitir que os órgãos da criança fossem destinados a outras pessoas.

Além do coração, os rins de Laís também foram doados. A autorização partiu de Aline e do marido, João Paulo de Oliveira Celoni, após a confirmação da morte encefálica da filha.

Laís estava internada após sofrer hemorragia cerebral

Antes da morte, Laís permanecia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica da Santa Casa de Araçatuba. A menina enfrentava um quadro de hemorragia cerebral e apresentou complicações durante a internação.

Após a confirmação da morte encefálica, os pais precisaram tomar uma decisão em meio ao luto. Eles autorizaram a captação do coração e dos rins da filha, permitindo que os órgãos fossem destinados a pacientes que aguardavam por transplantes.

Vitória Helena Bernardo da Silva recebeu o coração de Laís. Meses depois, a família da doadora teve a oportunidade de encontrar a menina pessoalmente e acompanhar as batidas do órgão que havia pertencido à criança.

História da família inspirou criação de lei em Araçatuba

A decisão tomada pelos pais de Laís também ultrapassou o âmbito familiar. A história de Aline inspirou a criação de uma lei em Araçatuba voltada à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.

A iniciativa incentiva moradores a manifestarem ainda em vida o desejo de se tornarem doadores. A medida busca estimular o diálogo dentro das famílias, especialmente porque a autorização familiar possui papel fundamental no processo de doação após a morte.

Para Aline, o encontro com Vitória proporcionou um momento singular depois da perda da filha: por meio do estetoscópio, ela conseguiu escutar novamente o coração de Laís, agora mantendo a vida de outra criança.

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