Uma mulher foi presa em flagrante nesta quinta-feira (1º) ao tentar entrar na Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II), no Complexo Penitenciário da Papuda, carregando drogas escondidas no próprio corpo. Segundo a Polícia Penal do Distrito Federal (PPDF), o pacote continha crack, cocaína e haxixe do tipo “Ice”. A tentativa foi descoberta ainda durante a triagem dos visitantes depois que um cão farejador indicou a presença do material. A estimativa dos policiais é de que os entorpecentes apreendidos poderiam alcançar aproximadamente R$ 100 mil caso fossem comercializados dentro da unidade prisional.
Cão farejador detectou drogas durante triagem
A visitante passava pelos procedimentos de fiscalização para entrar na PDF II quando chamou a atenção de um cão do Núcleo de Operações com Cães (NOC), ligado à Diretoria Penitenciária de Operações Especiais.
Após o alerta do animal, policiais penais abordaram a mulher. Conforme as informações da corporação, ela admitiu que carregava material ilícito e entregou voluntariamente o pacote que estava escondido no corpo.
Dessa forma, os agentes impediram que as substâncias ultrapassassem a área de controle e chegassem aos internos da unidade.
A mulher e todo o material apreendido foram encaminhados para a 30ª Delegacia de Polícia Civil, em São Sebastião. No local, a autoridade policial formalizou a prisão em flagrante por tráfico de drogas.
Haxixe “Ice” pode chegar a R$ 1 mil por grama na prisão
Entre as substâncias encontradas estava o haxixe conhecido como “Ice”, produto que possui alto valor no comércio ilegal devido ao processo de extração e concentração.
Segundo estimativas apresentadas pela Polícia Penal, dentro do sistema prisional da Papuda, um único grama da substância pode ser comercializado ilegalmente por até R$ 1 mil.
Por causa da valorização dos entorpecentes dentro das unidades, a corporação calculou que todo o pacote apreendido poderia render cerca de R$ 100 mil no mercado ilegal interno.
Mulher responderá por tráfico com agravante
A direção da Polícia Penal informou que mantém a fiscalização intensificada nos acessos aos presídios do Distrito Federal. Além dos cães farejadores, os procedimentos contam com equipamentos de scanner e atuação de policiais especializados.
No caso registrado nesta quinta-feira, a detecção aconteceu antes que a visitante conseguisse ultrapassar a triagem.
A mulher deverá responder por tráfico ilícito de entorpecentes. Como a tentativa ocorreu nas dependências de um estabelecimento prisional, o caso também pode envolver a causa de aumento de pena prevista na Lei de Drogas.
A legislação estabelece aumento que pode variar de um sexto a dois terços quando o crime ocorre nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais. A aplicação e o tamanho do eventual aumento dependem da análise do caso pela Justiça.
![PERRENGUE - Atualização Cadastro do SUS 2ª etapa - MEGABANNER TOPO [ADOPS INS 3063 | CAMP 1056 | PI 15045 | ADOPS-PERRENGUE-3063 | atualizacaocadastro_825x120-3.gif]](https://cdn.perrenguematogrosso.com/app/uploads/2026/09/atualizacaocadastro_825x120-3.gif)



