“Volta para o Ceará”: fala de vereadora gera acusação de xenofobia e caso vai parar no MPF; veja vídeo

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A vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL), de Curitiba, tornou-se alvo de uma representação de notícia-crime no Ministério Público Federal (MPF) após dizer à vereadora Vanda de Assis (PT), natural de Campos Sales (CE): “Por que a senhora não volta para o Ceará? A senhora nasceu lá, mas veio encher o saco aqui”. A declaração foi feita durante uma sessão da Câmara Municipal que discutia a criação da Política de Cadastro Municipal de Pessoas em Situação de Rua.

A fala provocou reação imediata no plenário. Vanda de Assis classificou a declaração como xenofóbica e afirmou que tomaria providências judiciais. Em seguida, o vereador Leonidas Dias (Podemos), que presidia a sessão, interrompeu o pronunciamento de Tathiana Guzella e desligou o microfone da parlamentar.

“Veio encher o saco aqui”, disse vereadora

Antes de ser interrompida, Tathiana perguntou à colega se ela era natural de Campos Sales, no Ceará. Após a confirmação, afirmou: “Se a senhora gosta tanto de elogiar o PT e a atuação do PT, por que a senhora não volta para o Ceará? A senhora nasceu lá, mas veio encher o saco aqui”.

Na resposta, Vanda afirmou que esse tipo de manifestação configura xenofobia e lembrou que a prática é considerada crime pela legislação brasileira. A parlamentar destacou ainda que é a primeira vereadora nordestina eleita em Curitiba e declarou que combaterá manifestações discriminatórias durante o mandato.

Parlamentares apresentam versões diferentes

Em nota, Tathiana Guzella afirmou que sua declaração foi retirada de contexto porque não conseguiu concluir o raciocínio antes de ser interrompida. A vereadora negou ter praticado xenofobia e informou que registrou boletim de ocorrência contra Vanda de Assis por suposto crime contra a honra.

Já Vanda afirmou que o episódio não pode ser tratado como uma simples divergência política e reforçou que pessoas vindas de outras regiões do país enfrentam discriminação diariamente.

Caso será analisado pelo MPF

Após a sessão, Vanda de Assis apresentou uma representação ao Ministério Público Federal para que o caso seja investigado. Ela também afirmou ter acionado a Polícia Militar para registrar a ocorrência, mas relatou que nenhuma equipe compareceu à Câmara Municipal.

Até o momento, a Câmara Municipal de Curitiba informou que não havia recebido representação formal sobre o episódio. Caberá agora ao MPF analisar os fatos e decidir sobre os próximos desdobramentos do caso.

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