Vereador pede desculpas após indiciamento e diz que tapa em estagiária foi “involuntário”; veja vídeo

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O vereador Lucieldo da Silva (PSDB), de Currais Novos, no Rio Grande do Norte, pediu desculpas publicamente após ser indiciado pela Polícia Civil por importunação sexual contra uma estagiária da Câmara Municipal. O parlamentar se pronunciou durante sessão plenária na terça-feira (11) e afirmou que o gesto investigado, descrito como um tapa nas nádegas da jovem, teria ocorrido de maneira “involuntária”.

Vereador nega intenção de assediar estagiária

Durante o pronunciamento, Lucieldo negou que tivesse intenção de assediar ou constranger a jovem. O vereador alegou que mantinha uma relação de amizade com a estagiária e disse não imaginar que sua atitude pudesse ser interpretada como importunação.

“Nós tínhamos uma relação de amizade, conversamos e brincávamos um com o outro. Jamais imaginei que uma atitude minha involuntária poderia ser interpretada dessa maneira”, afirmou.

A declaração apresenta a versão do parlamentar sobre o episódio. O vereador também utilizou o espaço da sessão para pedir desculpas publicamente pelo ocorrido.

Polícia diz que imagens comprovaram materialidade

A Polícia Civil, por outro lado, concluiu o inquérito e indiciou Lucieldo da Silva por importunação sexual.

Segundo a investigação, depoimentos colhidos durante a apuração e imagens registradas por câmeras de segurança dentro da Câmara Municipal comprovaram a materialidade do episódio investigado.

O indiciamento representa uma conclusão da autoridade policial sobre os elementos reunidos durante o inquérito, mas não equivale a uma condenação judicial.

Caso segue para análise do Ministério Público

Após a conclusão das investigações pela Polícia Civil, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público.

Caberá agora ao órgão analisar as provas reunidas e decidir quais providências jurídicas serão adotadas a partir do material produzido pela investigação.

Enquanto o caso avança, Lucieldo sustenta que não teve intenção de praticar assédio ou constranger a estagiária e classificou o gesto que motivou a investigação como involuntário.

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