A Universidade de São Paulo (USP) afirmou que não recebeu aviso prévio da Polícia Militar sobre a operação que retirou estudantes da Reitoria na madrugada deste domingo (10). Durante a ação, policiais utilizaram bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e um “corredor polonês” com cassetetes para expulsar alunos que ocupavam o prédio desde quinta-feira (7). A ocupação aconteceu em meio à greve estudantil contra o reajuste do auxílio permanência oferecido pela universidade.
🚨VEJA – Polícia Militar desce o cacete em estudantes da USP que estavam “em greve” impedindo professores de dar aula pic.twitter.com/6PPieGBYZL
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) May 10, 2026
PM usa bombas e força para retirar estudantes
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram policiais formando filas para agredir estudantes enquanto eles deixavam o prédio. Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), dezenas de alunos ficaram feridos durante a operação e quatro pessoas acabaram detidas. A Secretaria de Segurança Pública informou que cerca de 50 policiais participaram da ação e afirmou que não registrou feridos oficialmente. A pasta também declarou que apreendeu drogas, armas brancas e objetos contundentes no local.
USP critica violência e cobra diálogo
Em nota, a Reitoria afirmou que acionou a Secretaria de Segurança Pública apenas para garantir protocolos de segurança após a ocupação. A universidade declarou que a PM realizou a desocupação sem comunicação prévia e criticou o uso da violência. A gestão também afirmou que continuará buscando diálogo com os estudantes, apesar do impasse nas negociações sobre o auxílio estudantil.
Greve começou após recusa em aumentar auxílio
A principal reivindicação dos alunos envolve o aumento do PAPFE, programa de assistência estudantil da USP. Atualmente, o benefício paga R$ 885 mensais para estudantes que vivem fora da moradia universitária e R$ 330 para moradores do alojamento estudantil. Os estudantes pedem reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista. A Reitoria recusou a proposta e alegou impossibilidade financeira.
Para protestar contra o reajuste do auxílio estudantil.
Que não recebeu aviso prévio da desocupação.
Aumento do auxílio permanência para R$ 1.804.






