Vídeo mostra professora dizendo que alunos morreriam por causa da cor da pele; docente é afastada; Veja vídeo

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Uma professora da rede municipal de Potirendaba, no interior de São Paulo, foi afastada após a divulgação de um vídeo em que aparece fazendo comentários sobre a cor da pele de alunos durante uma aula. Nas imagens, a docente afirma que estudantes pardos ou com características físicas diferentes das de uma colega loira e de olhos claros não sobreviveriam sob governos fascistas.

O caso chegou à Prefeitura após a mãe de uma das alunas formalizar uma denúncia. Em nota, a administração municipal informou que iniciou a apuração e adotou providências administrativas contra a professora. O episódio também foi encaminhado a órgãos competentes para análise.

Professora faz comentários sobre a aparência dos estudantes

Na gravação compartilhada nas redes sociais, a professora fala sobre governos fascistas e afirma que poucas pessoas da turma sobreviveriam em um regime desse tipo. Em seguida, dirige-se a uma aluna e declara que ela morreria por ser parda.

Outros estudantes questionam as afirmações durante a aula. Ao comparar os alunos, a docente diz que uma menina loira e de olhos claros não morreria. Mais adiante, quando outro estudante pergunta se também morreria, ela responde afirmativamente e utiliza a expressão “pezinho na senzala”.

As declarações provocaram repercussão pelo conteúdo relacionado à cor da pele e à escravidão, além de levantarem questionamentos sobre o tratamento dispensado aos estudantes no ambiente escolar.

Denúncia de mãe levou à abertura de investigação

Segundo a Prefeitura de Potirendaba, a investigação começou depois que a mãe de uma das alunas denunciou o ocorrido. O município confirmou o afastamento da profissional e informou que adotou as medidas administrativas consideradas cabíveis.

A administração municipal não detalhou, na manifestação divulgada, o resultado de uma eventual apuração interna nem informou quais outras sanções poderão ser aplicadas. O caso permanece sujeito à análise das autoridades responsáveis.

Ministério Público e Justiça também foram acionados

A Prefeitura informou que encaminhou o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT), ao Juízo da Infância e Juventude e a outras autoridades competentes, para avaliação e adoção das medidas pertinentes.

O encaminhamento permite que os órgãos analisem os fatos dentro de suas atribuições. Eventuais responsabilidades deverão ser apuradas com base nos elementos reunidos durante os procedimentos.

Em nota, a administração municipal ressaltou que a escola deve ser um espaço de aprendizado, respeito, igualdade e segurança emocional, sem discriminação ou intimidação.

A Prefeitura afirmou ainda que continuará acompanhando a situação e colaborando com as autoridades. Até a conclusão das apurações, não há informação divulgada sobre o desfecho definitivo do caso.

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