Policial penal é preso suspeito de matar esposa a tiros

Karolina Silva •
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Um policial penal foi preso em flagrante na noite deste domingo (27), suspeito de matar a esposa a tiros dentro de uma residência em Cajamar, na Grande São Paulo.

Aline Alves Bugni, de 31 anos, foi baleada dentro de uma casa na Rua João de Moraes Tavares e morreu. O marido dela, Felipe Arthur Bugni, de 40 anos, foi detido e levado para a Delegacia de Cajamar.

A ocorrência ainda estava em andamento na noite de domingo, e a Polícia Civil deve investigar as circunstâncias da morte.

Casal teria passado o dia discutindo

Segundo relatos de vizinhos, Aline e Felipe passaram o dia envolvidos em discussões. Durante a noite, a briga teria terminado com os disparos que atingiram a mulher.

Aline e Felipe eram casados havia aproximadamente dez anos e tinham uma filha de 9 anos.

De acordo com familiares, Aline já havia relatado que sofria agressões do marido. Ela também teria contado a pessoas próximas que pretendia se separar, mas sentia medo diante da situação.

O pai da vítima foi quem acionou a Polícia Militar depois de ouvir os disparos.

Pai da vítima também teria sido agredido

Após os tiros, segundo as informações iniciais, Felipe teria agredido o sogro. O homem ficou ferido no rosto e apresentou sangramento no nariz.

Ele foi encaminhado para atendimento médico após a ocorrência.

O policial penal permaneceu detido e foi conduzido à Delegacia de Cajamar. Conforme as informações iniciais, durante o atendimento na unidade policial, ele chegou a alegar que o caso teria sido um suicídio.

A versão apresentada pelo suspeito deverá ser analisada durante a investigação, juntamente com os relatos de familiares, vizinhos e demais testemunhas.

Polícia investiga circunstâncias da morte

A Polícia Civil deve ouvir as pessoas envolvidas e reunir elementos para esclarecer a dinâmica do crime.

O delegado responsável pelo caso afirmou que, naquele momento, não havia conseguido coletar informações suficientes para registrar a ocorrência como feminicídio. A classificação poderá ser analisada conforme o avanço das investigações.

O caso ocorre em um cenário de aumento dos registros de feminicídio no estado de São Paulo.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública citados pelo g1, 86 feminicídios foram registrados no primeiro trimestre de 2026. O número representou alta de 41% em relação ao mesmo período de 2025 e foi o maior registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da morte de Aline e verificar os relatos anteriores de possíveis agressões mencionados por familiares.

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