Esquema milionário atendia PCC e CV ao mesmo tempo e movimentação pode chegar a R$ 60 milhões; Veja vídeo

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Um esquema financeiro investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) teria prestado serviços clandestinos simultaneamente para duas das maiores facções rivais do país: Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

A estrutura, alvo da Operação Cartiera nesta quinta-feira (20), pode ter movimentado cerca de R$ 60 milhões por meio de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro.

A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) conduz a investigação. A Justiça determinou medidas para bloquear o patrimônio relacionado ao grupo, incluindo o sequestro de R$ 3,5 milhões em imóveis de alto padrão e a apreensão de cinco veículos de luxo.

Ataque armado colocou polícia na trilha do dinheiro

A origem da investigação remonta a uma tentativa de latrocínio ocorrida no Distrito Federal em 2024.

Segundo a PCDF, homens armados ligados ao Comando Vermelho e vindos de Mato Grosso foram até a capital federal para assaltar um operador financeiro.

Os criminosos teriam recebido informações de que o alvo movimentava cifras milionárias. Além do dinheiro, entretanto, a rivalidade entre facções teria influenciado a ação.

A investigação aponta que os integrantes do CV suspeitavam que o homem mantinha ligação direta com o PCC e realizava operações financeiras para a facção paulista.


Investigado teria movimentado dinheiro para os dois lados

Com o aprofundamento das apurações, os policiais descobriram que o operador não trabalharia exclusivamente para uma organização.

Segundo a PCDF, ele atuava como um “lavador profissional de dinheiro”, oferecendo serviços financeiros clandestinos e mecanismos para ocultação de patrimônio.

A investigação aponta que o homem teria atendido tanto integrantes ligados ao PCC quanto ao próprio Comando Vermelho.

Assim, apesar da disputa entre as duas organizações, o mesmo operador financeiro teria realizado movimentações para ambos os lados.

Fraudes podem ter movimentado R$ 60 milhões

A investigação também identificou uma estrutura voltada para invasões de sistemas bancários empresariais.

Segundo a polícia, o grupo obtinha credenciais bancárias de empresas, acessava as contas e retirava os valores.

Em seguida, o dinheiro seria rapidamente distribuído entre diversas contas de terceiros para dificultar o rastreamento e esconder sua origem.

A Polícia Civil pediu o bloqueio judicial para atingir diretamente essa estrutura financeira.

Além dos valores bloqueados, a Justiça determinou o sequestro de R$ 3,5 milhões em imóveis e a apreensão dos cinco veículos de luxo.

As medidas também buscam preservar patrimônio para eventual reparação dos prejuízos sofridos pelas vítimas das fraudes eletrônicas.

A PCDF continua investigando os envolvidos e a extensão das movimentações financeiras, que podem alcançar R$ 60 milhões.

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