O secretário de Esportes de Cuiabá, Jefferson Neves, caiu de moto após um fio de internet solto atingir seu pescoço, no último fim de semana, na capital. A vereadora Michelly Alencar divulgou o caso e alertou para o risco recorrente nas vias públicas.
O fio enroscou diretamente no pescoço do secretário durante o trajeto noturno. Neves sofreu o impacto, caiu da motocicleta e precisou de atendimento médico. Ele não apresentou lesões graves, mas utilizou medicamentos ao longo do fim de semana.
Casos anteriores pressionam autoridades por resposta imediata
A vereadora Michelly Alencar cobrou providências do poder público e responsabilizou empresas de telefonia e energia pela situação. Ela lembrou que fios soltos já causaram mortes, principalmente entre motociclistas.
Motociclistas, entregadores e trabalhadores noturnos enfrentam maior risco. Eles circulam em baixa visibilidade e encontram obstáculos invisíveis, como cabos irregulares atravessando vias.
A ausência de fiscalização contínua permite a repetição do problema. Especialistas defendem regras mais rígidas para instalação e manutenção de fiação, além de ações previstas no Plano Diretor para organizar a infraestrutura urbana.
Lei prevê punições e responsabilização por negligência
Empresas responsáveis por cabos soltos podem responder civilmente por danos causados. Em casos com vítimas, a Justiça pode enquadrar responsáveis por lesão corporal culposa ou homicídio culposo, conforme o Código Penal.
O Código de Defesa do Consumidor também responsabiliza concessionárias por falhas na prestação de serviço. A legislação impõe responsabilidade objetiva, mesmo sem comprovação de culpa direta.
Sim. Cabos baixos ou rompidos podem atingir o condutor, provocar desequilíbrio e causar quedas graves.
Empresas de telefonia, internet ou energia podem responder civilmente e até penalmente, dependendo do caso.
É possível acionar a prefeitura, a Anatel (1331) ou concessionárias responsáveis pela rede elétrica ou telecomunicações.





