Negócio familiar vende 600 fatias por dia e movimenta bairro em Cuiabá; veja vídeo

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A confeiteira Beatriz Benevides, de 33 anos, revolucionou sua produção de bolos ao se unir ao cunhado, o influenciador Rhoover Paiva, também com 33 anos. Juntos, no bairro Jardim das Palmeiras, em Cuiabá, eles criaram a @undolceconfeitaria, que hoje vende mais de 600 fatias por dia em apenas dois dias da semana: quartas e sábados.

Reprodução: olharconceito

O portão abre às 18h30, mas a fila começa por volta das 16h. Mesmo sob o calor forte da capital, os clientes aguardam para garantir uma fatia de bolo vendida a R$ 25, ou duas por R$ 41. O que antes era apenas uma confeitaria de bairro, hoje virou um ponto de encontro marcado por rituais e curiosidade.

Fila que desafia o relógio e o calor cuiabano

Toda quarta e sábado, por volta das 16h, uma fila começa a se formar em frente à portão da Undolce. O curioso? Os bolos só começam a ser vendidos às 18h30. A espera de mais de duas horas se repete sem falhar, mesmo sob o sol forte da capital mato-grossense. O público, formado por jovens, famílias inteiras e até motoristas de app, vê nas fatias vendidas a R$ 25 (ou duas por R$ 41) um tipo de recompensa emocional — talvez pela estética chamativa, talvez pelo sabor, talvez pelo buzz nas redes. Mas uma coisa é certa: não se trata só de bolo, e sim de status, ritual e pertencimento.

Marketing com sabor de afeto (e algoritmo)

A explosão de popularidade da Undolce não veio por acaso. Com uma estratégia de divulgação centrada em vídeos curtos, mostrando recheios exagerados e cortes que escorrem camadas cremosas, a confeitaria conquistou o público digital antes mesmo de firmar seu nome nas ruas. A presença de Rhoover Paiva, conhecido por seu alcance nas redes sociais, acelerou a viralização da marca. A estética do “bolo perfeito” foi pensada para o Instagram, mas o toque artesanal e os sabores tradicionais, como brigadeiro e ninho com morango, preservam a memória afetiva — o que ajuda a explicar por que o fenômeno tem se sustentado por meses.

A escassez como estratégia

Ao limitar as vendas a apenas dois dias por semana, Beatriz e Rhoover aumentaram a percepção de exclusividade e criaram um senso de urgência poderoso. Em tempos de consumo instantâneo e ofertas ilimitadas, a decisão de restringir o acesso aos produtos torna cada fatia um pequeno troféu. Essa dinâmica gera engajamento orgânico, atrai influenciadores espontâneos e amplia o alcance da marca sem depender de grandes investimentos publicitários.

Perguntas frequentes:

Por que tanta gente aceita esperar horas por uma simples fatia de bolo?

Porque o produto se tornou um símbolo de desejo coletivo e participação em um fenômeno social.

O marketing nas redes sociais pode sustentar um negócio por anos ou só por modismos?

Pode sustentar, desde que o produto entregue valor real e evolua com o público.

Limitar a oferta é estratégia ou risco?

Depende do controle de demanda: para uns, é genial; para outros, uma oportunidade perdida de escalar.

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