Prefeito de Rondonópolis rejeita aliança entre PL e MDB e reforça posição de Abilio

Perrengue Mato Grosso

O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), voltou a se posicionar contra uma possível aliança entre o Partido Liberal (PL) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para as eleições de 2026. Em publicação nas redes sociais, o gestor afirmou que uma composição entre as duas siglas “não faz sentido” e defendeu que os partidos representam projetos políticos diferentes no cenário nacional.

Segundo Cláudio Ferreira, o MDB integra a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto o PL atua como principal legenda de oposição ao governo federal. Na avaliação do prefeito, essa diferença torna incompatível uma aliança eleitoral entre os dois partidos em Mato Grosso.

O posicionamento ocorre em meio às articulações políticas para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026 no Estado. Nos últimos dias, dirigentes das duas legendas intensificaram as negociações para definir alianças e candidaturas.

Prefeito diz que aliança é incompatível

Ao comentar a possibilidade de união entre as siglas, Cláudio Ferreira afirmou que o PL nasceu para fazer oposição ao projeto político do governo federal e, por isso, uma composição com o MDB seria contraditória.

“Não faz sentido. O MDB está na base do governo Lula e o PL nasceu para fazer oposição a esse projeto. Na minha visão, essa aliança não se sustenta”, declarou o prefeito.

A manifestação reforça o debate interno dentro do Partido Liberal sobre a estratégia eleitoral que deverá ser adotada em Mato Grosso nos próximos meses.

Cláudio reforça posição de Abilio Brunini

Durante a publicação, o prefeito de Rondonópolis também afirmou compartilhar do mesmo entendimento do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que já havia se manifestado publicamente contra qualquer composição eleitoral entre o PL e o MDB.

Segundo Cláudio, ambos defendem que o partido mantenha coerência com o posicionamento adotado nacionalmente, preservando a linha de oposição ao governo federal.

As declarações ampliam a discussão sobre o futuro das alianças políticas no Estado, especialmente após recentes movimentos envolvendo lideranças do MDB e do PL.

Articulações seguem em andamento

Apesar das manifestações contrárias de lideranças municipais, as negociações para a formação das chapas continuam nos bastidores da política mato-grossense. Os partidos seguem discutindo possíveis composições para a disputa ao Governo do Estado, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.

As definições deverão ocorrer durante as convenções partidárias e nas reuniões das direções estaduais e nacionais das legendas. Até lá, lideranças políticas continuam apresentando posições públicas sobre as alianças que consideram mais adequadas para a disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso.

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