Policial esclarece polêmica e explica quando a pesca do pirarucu é permitida em MT; veja vídeo

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Uma explicação publicada nas redes sociais pela policial militar Anyeli Lima repercutiu entre pescadores e moradores de Mato Grosso após esclarecer uma dúvida recorrente sobre a pesca do pirarucu. O vídeo, gravado às margens do rio Teles Pires, em Itaúba, no último domingo (28), explica por que a captura, o transporte e a comercialização do peixe podem ocorrer legalmente em algumas regiões do estado, mesmo com a Lei do Transporte Zero. A principal razão está no fato de o pirarucu ser considerado uma espécie invasora em determinadas bacias hidrográficas, situação que cria uma exceção prevista na própria legislação.

Vídeo esclarece dúvida frequente sobre a legislação

Durante a gravação, Anyeli Lima afirma que muitas pessoas acreditam que a Lei do Transporte Zero proíbe totalmente a captura do pirarucu. No entanto, ela explica que essa interpretação não corresponde ao que determina a norma em todos os casos.

Segundo a policial militar, o pirarucu não pertence naturalmente a todas as bacias hidrográficas de Mato Grosso. Dessa forma, quando o peixe invade rios onde não faz parte da fauna original, a legislação permite sua captura como medida de controle ambiental. Ainda assim, ela alerta que essa autorização não vale para qualquer rio do estado. Cada situação depende da bacia hidrográfica onde o animal for encontrado.

Governo autorizou a pesca em áreas onde a espécie invade os rios

O governo federal autorizou, em março deste ano, a pesca do pirarucu fora da Amazônia em regiões onde a espécie provoca impactos ambientais. A medida busca reduzir o avanço do peixe em locais onde ele não ocorre naturalmente.

Em Mato Grosso, a autorização alcança a Bacia do Paraguai, onde o pirarucu passou a ser considerado uma espécie invasora. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o peixe compete com espécies nativas por alimento e espaço, além de alterar o equilíbrio ecológico dos rios onde foi introduzido.

Por esse motivo, os órgãos ambientais passaram a utilizar a captura controlada como uma das estratégias para conter a expansão da espécie e minimizar os impactos sobre a fauna local.

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