Mural do desespero cresce sem parar e já reúne fotos de mais de 44 mil desaparecidos; Veja vídeo

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Um centro de coleta instalado em Caracas se transformou em um símbolo da esperança para milhares de famílias que ainda procuram parentes desaparecidos após os terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho. Nas paredes do local, centenas de fotografias, cartazes e informações de contato formam um grande mural que cresce a cada dia.

Enquanto as equipes de resgate continuam trabalhando nas áreas devastadas, familiares percorrem o espaço na tentativa de encontrar qualquer pista sobre o paradeiro de seus entes queridos.

Famílias mantêm esperança

O centro recebe diariamente dezenas de pessoas que chegam carregando fotografias e documentos de familiares desaparecidos.

Cada imagem afixada no mural representa uma história interrompida pela tragédia e um pedido de ajuda para localizar alguém que ainda não deu notícias.

Muitos passam horas observando as fotos na esperança de reconhecer um rosto ou encontrar alguma informação que possa mudar o rumo das buscas.

Relatos emocionam voluntários

Entre os familiares está Tarcisio Florian, que segue procurando parentes desaparecidos desde os terremotos.

Segundo ele, sua filha conversou com a mãe dos familiares poucos minutos antes dos abalos sísmicos.

Desde então, ninguém conseguiu mais fazer contato.

Apesar da angústia, ele afirma que continua acreditando em um reencontro.

“Como cristão, acredito que a esperança é a última coisa que devemos perder”, declarou.

Número de desaparecidos continua elevado

As autoridades venezuelanas informaram que os terremotos deixaram, até o momento, pelo menos 1.719 mortos e mais de 5 mil feridos.

Além das vítimas confirmadas, mais de 44 mil pessoas continuam sem contato com familiares, aumentando o desespero de quem aguarda notícias.

As equipes de resgate seguem trabalhando entre os escombros, enquanto voluntários ajudam a organizar cadastros, distribuir informações e prestar apoio às famílias.

O mural instalado em Caracas tornou-se um dos retratos mais marcantes da tragédia. A cada nova fotografia fixada, renova-se também a expectativa de que alguém reconheça um rosto, encontre uma pista ou confirme que mais uma pessoa foi localizada com vida. Em meio à destruição provocada pelos terremotos, a esperança continua sendo o principal motivo que leva milhares de venezuelanos a retornar diariamente ao local em busca de respostas.

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