Pivetta critica declaração de Paulo Figueiredo, defende mulheres na política e diz que desrespeito alimenta a violência; veja vídeo

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O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, criticou declarações atribuídas a Paulo Figueiredo e afirmou que manifestações de desrespeito às mulheres contribuem para a perpetuação da violência. Durante entrevista, Pivetta disse contestar “com veemência” esse tipo de posicionamento e defendeu uma maior participação feminina na política brasileira.

Segundo o governador, as mulheres representam a maioria do eleitorado nacional e exercem papel decisivo nas eleições. Ele também lamentou o baixo número de candidatas aos cargos eletivos e afirmou que esse cenário prejudica a representatividade democrática.

Governador associa desrespeito à violência

Ao comentar as declarações de Paulo Figueiredo, Otaviano Pivetta afirmou que a violência contra a mulher começa com atitudes de desvalorização e desrespeito.

“A violência começa aí, né? Começa em desprezar o outro, né? Desprezar o próximo, nesse caso, as mulheres. Eu contesto com veemência esse tipo de afirmação.”

O governador também criticou o posicionamento do comentarista e afirmou que ele “não honra o avô”, ao rebater as declarações feitas.

Mulheres têm papel decisivo nas eleições

Durante a entrevista, Pivetta destacou que as mulheres representam a maior parcela do eleitorado brasileiro e exercem influência direta no resultado das disputas eleitorais.

“As mulheres são maioria no eleitorado brasileiro. E elas têm o poder de decidir uma eleição. Uma não. Elas têm o poder de decidir todas as eleições.”

Na avaliação do governador, esse protagonismo deveria ser acompanhado por uma participação maior das mulheres como candidatas.

Pivetta defende mais candidaturas femininas

Otaviano Pivetta afirmou que considera insuficiente a representação feminina nos cargos eletivos e disse enfrentar dificuldades para incentivar mais mulheres a disputarem eleições.

“Eu só lamento que tenham poucas mulheres candidatas. Eu tenho dito por onde eu vou que eu sinto muito, eu lamento, porque eu faço parte de um partido. E é uma dificuldade tremenda para que as mulheres aceitem ser candidatas, seja para o Legislativo, qualquer que seja o cargo.”

Segundo o governador, o baixo número de mulheres na política compromete a representatividade democrática.

“É muito ruim. Tem muito pouca representatividade relativa. E isso é muito ruim para uma democracia, muito ruim de maneira geral. Então, o que eu gostaria é que tivéssemos metade dos candidatos, no mínimo, mulheres. E mulheres preparadas, competentes, como vemos muitas na política hoje em dia.”

Ao encerrar a declaração, Pivetta reforçou a defesa da ampliação da participação feminina na política e afirmou que uma representação mais equilibrada entre homens e mulheres fortalece o processo democrático.

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