A Polícia Civil prendeu, nesta última terça-feira (30), o policial civil aposentado Luciano Testa, de 56 anos, investigado por espancar um idoso de 62 anos dentro do elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta, em Cuiabá. A Gerência Estadual de Polinter e Capturas cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pela 14ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.
Após a prisão, os policiais conduziram Luciano para audiência de custódia. Em seguida, ele permaneceu à disposição do Poder Judiciário. A investigação apura o crime de lesão corporal praticado durante a agressão registrada em 11 de junho.
Justiça atende pedido do Ministério Público
A 27ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá solicitou a prisão preventiva no dia 23. Ao analisar o pedido, a Justiça concluiu que a medida garantiria a ordem pública, preservaria a instrução criminal e asseguraria a aplicação da lei penal.
O juiz também manteve as medidas cautelares já impostas ao investigado. A decisão levou em consideração os elementos reunidos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a investigação.
Investigação aponta histórico de ameaças
O Ministério Público informou que a agressão ocorreu após uma sequência de ameaças. Segundo o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, um boletim de ocorrência registrado em agosto de 2025 já relatava ameaças atribuídas ao policial aposentado.
Cerca de dez meses depois, conforme a investigação, Luciano atacou o idoso com socos e chutes. O Ministério Público afirma que ele continuou as agressões mesmo após a vítima cair no chão, aumentando a violência da ação.
Investigação pode ampliar responsabilização criminal
A Polícia Civil investiga Luciano pelo crime de lesão corporal. Conforme o avanço das investigações, o Ministério Público poderá incluir outros crimes, caso as provas confirmem novas condutas.
O Código Penal prevê punições para crimes como lesão corporal (artigo 129), ameaça (artigo 147) e importunação sexual (artigo 215-A). A Justiça analisará as provas produzidas durante o processo antes de decidir sobre eventual condenação. O investigado permanece com direito à ampla defesa e ao contraditório.




