Polícia Civil desarticula grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas e lavagem de capitais em MT; veja vídeo

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra a segunda fase da Operação Golden nesta quinta-feira (2) e amplia o enfrentamento a uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais em Mato Grosso e outros estados.

A ação ocorre sob investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que articula o trabalho com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e unidades regionais, com foco em desarticular a estrutura financeira do grupo criminoso.

Os investigadores direcionam as medidas para enfraquecer o núcleo econômico da facção e impedir o uso de empresas e contas bancárias na movimentação de valores oriundos do tráfico de drogas.

Polícia cumpre mandados em quatro municípios e atinge estrutura interestadual

A Polícia Civil cumpre 14 ordens judiciais, incluindo cinco mandados de busca e apreensão, oito bloqueios de contas bancárias e uma medida cautelar diversa da prisão. Todas são expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias Polo de Cuiabá.

As equipes atuam em Várzea Grande, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra e Itabela. Elas ampliam o alcance da operação para fora do estado, com integração entre forças policiais.

A investigação também alcança um detento preso em São Paulo. A Justiça de Mato Grosso o aponta como integrante da facção e com histórico de tráfico de drogas e homicídio.

Denarc identifica lavagem de dinheiro e empresas de fachada

A primeira fase da Operação Golden ocorreu em março de 2025. A Polícia Civil cumpriu 18 ordens judiciais, apreendeu valores em espécie e cheques e bloqueou patrimônio ligado a investigados por tráfico e lavagem de dinheiro.

A investigação identifica movimentações superiores a R$ 600 mil em apenas dois meses. Isso ocorre por uma empresa sem estrutura econômica compatível, além do uso de contas de terceiros para ocultar valores ilícitos.

A equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) também rastreia transferências entre investigados com antecedentes criminais. Ela comprova o uso de empresas de fachada para dar aparência lícita ao dinheiro do tráfico.

Polícia aplica leis penais e bloqueia ativos da facção criminosa

A investigação enquadra os fatos na Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006), na Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei nº 9.613/1998) e na Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013), que punem tráfico, ocultação de patrimônio e atuação em grupo criminoso estruturado.

A Polícia Civil explica que as medidas cautelares patrimoniais bloqueiam ativos, preservam provas e impedem a dissipação de recursos ilícitos enquanto o processo penal avança.

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