Polícia prende sócio de construtora após desabamento que matou seis pessoas; veja vídeo

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Reprodução/X/@FreeBubble40637
Divulgação/ Corpo de Bombeiros

A Polícia Civil prendeu temporariamente neste domingo (13) um dos sócios-proprietários da construtora New Home, responsável pelo prédio em construção que desabou sobre uma residência na Penha, zona leste de São Paulo. A tragédia matou seis pessoas, entre elas uma mulher grávida, e deixou sobreviventes. A investigação agora busca esclarecer as causas do colapso e identificar possíveis irregularidades relacionadas à execução da obra. Outros dois representantes da empresa também são alvos de mandados de prisão e permanecem procurados.

Polícia procura outros dois representantes da empresa

Os policiais conduziram o sócio da construtora ao 24º Distrito Policial, na Ponte Rasa. Ele deve prestar depoimento e permanecer à disposição da Justiça. Ao mesmo tempo, equipes continuam as diligências para localizar outros dois representantes da New Home. A Polícia Civil pretende analisar documentos da empresa, alvarás, permissões e demais elementos reunidos durante o inquérito. A delegada Deidiene Fialho Costa Éboli, responsável pela investigação, busca esclarecer se alguma irregularidade contribuiu para a tragédia e se medidas anteriores poderiam ter evitado o desabamento.

Obra acumulava problemas desde 2019

O prédio de 12 andares desabou por volta das 2h de sábado (12), na Rua Tequici. A estrutura caiu sobre uma casa onde havia moradores. A Prefeitura de São Paulo já acompanhava problemas relacionados à construção. Em 2019, o município autuou e interditou a obra por falta de alvará. Dois anos depois, a administração municipal recorreu à Justiça para impedir o avanço dos trabalhos. Posteriormente, um processo condicionou uma nova edificação à demolição integral da estrutura anterior. Entretanto, um documento assinado em fevereiro de 2024 registrou que essa demolição havia ocorrido “em sua integralidade”.

Prefeitura investiga documento sobre demolição

Após o desabamento, a Prefeitura abriu uma apuração para entender como o documento que atestava a demolição recebeu aprovação. Segundo o procurador-geral do município, Daniel Falcão, a estrutura indicada no documento não havia sido demolida. A administração municipal também anunciou que afastará por pelo menos 30 dias a servidora responsável pelo atestado enquanto a Controladoria-Geral do Município conduz a investigação interna. As equipes de resgate retiraram oito vítimas dos escombros, sendo duas com vida. Segundo as informações divulgadas até este domingo, seis pessoas morreram e uma criança de sete anos ainda permanecia desaparecida. A Polícia Civil mantém a investigação para determinar as responsabilidades pelo desabamento.

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