Pescadores encontram redes atravessadas no Rio Cuiabá e cobram fiscalização durante a noite; veja vídeo

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Pescadores relataram ter encontrado duas grandes redes de pesca no Rio Cuiabá, na região do São Gonçalo, em Cuiabá. Em um vídeo gravado durante a ocorrência, eles mostram uma das redes retirada da água e afirmam que o material chegou a ficar preso no motor da embarcação, provocando danos no equipamento. Segundo o relato, o grupo encontrou as redes depois das 17h e passou a cobrar maior presença dos órgãos de fiscalização durante o período noturno.

Rede teria atravessado trecho do rio

Durante a gravação, um dos pescadores mostra a dimensão do material encontrado e relata a dificuldade para retirá-lo da água. “Pegamos duas redes na região do São Gonçalo. Olha aqui, ó, o tamanho dessa rede. Vou postar em outros vídeos aí. Nós viemos aqui depois das 5 horas da tarde, pegamos duas redes monstros. É muito alto o negócio. É difícil de desenrolar. Estragou o motor. Ó, olha isso.” Em outro momento, já na embarcação, o pescador afirma que uma das redes atravessava o rio e acabou enroscando no motor do barco.

Pescadores questionam fiscalização após as 17h

O grupo também aproveitou o registro para questionar a fiscalização na região. Segundo os pescadores, ações concentradas durante o dia não seriam suficientes para coibir práticas irregulares que, conforme o relato, ocorreriam principalmente depois do fim da tarde. “E cadê a fiscalização? Só de dia. De dia é fácil, né? De dia, tudo é bonito. Quero ver a fiscalização à noite.” O pescador também citou a Sema e o Ibama ao cobrar atuação dos órgãos durante o período noturno.

Vídeo registra cobrança por ações noturnas no Rio Cuiabá

Em outro trecho, o autor da gravação argumenta que medidas de proteção aos peixes precisam vir acompanhadas de fiscalização em diferentes horários. “A fiscalização não adianta ser de dia, não adianta cota zero, porque pega bem na hora. Não adianta cota zero. Vamos lá, depois das 5 da tarde, a noite é deles.” O vídeo mostra as redes encontradas pelos pescadores, porém, somente a partir das imagens e do relato, não é possível identificar quem colocou o material no rio nem confirmar as circunstâncias em que isso ocorreu. Também não há, nas informações apresentadas, manifestação dos órgãos ambientais citados pelos pescadores sobre o episódio registrado na região do São Gonçalo.

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