Polícia fecha garagem de veículos e mira grupo suspeito de tráfico e lavagem de dinheiro em MT; veja vídeo

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu 11 ordens judiciais na manhã desta sexta-feira (16), durante a Operação Cactus. A ação investiga um grupo criminoso suspeito de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Em apoio à Polícia Civil do Piauí, os policiais prenderam três investigados e interditaram uma garagem de veículos em Mato Grosso.

Operação Cactus cumpre prisões e buscas em Mato Grosso

A equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) executou três mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão. O Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil do Piauí conduz as investigações.

A Justiça também autorizou a suspensão das atividades de empresas citadas na investigação. Além disso, determinou o bloqueio de valores em contas bancárias e de bens de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de ligação com o esquema criminoso.

Ao todo, a Justiça autorizou a prisão temporária de 11 investigados por 30 dias. As equipes policiais também realizaram buscas para recolher materiais que possam esclarecer os fatos e identificar a participação de cada suspeito.

Investigação aponta movimentações financeiras suspeitas

Os investigadores apontam um homem como um dos líderes de uma facção criminosa que atua no Piauí. A polícia também suspeita que ele desempenhava um papel central na movimentação financeira do grupo.

Durante a apuração, os investigadores identificaram transações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados pelo principal investigado. A equipe também encontrou indícios de possível ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil busca esclarecer a origem dos recursos movimentados e verificar possíveis vínculos com atividades criminosas. Os investigadores também procuram identificar colaboradores e empresas que possam ter ajudado o grupo a movimentar ou ocultar dinheiro.

Bloqueio pode atingir mais de R$ 1 milhão em bens

A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 487 mil em bens do principal investigado. A decisão também prevê o bloqueio de até R$ 625 mil em bens da esposa dele. Juntos, os valores chegam a R$ 1,112 milhão.

As autoridades pretendem atingir a estrutura econômica investigada e impedir que recursos supostamente provenientes de atividades ilícitas continuem circulando ou sejam ocultados. O bloqueio também pode preservar bens que eventualmente tenham relação com os crimes apurados.

A autorização judicial não comprova, por si só, a origem criminosa dos bens. Os investigadores precisam reunir provas para esclarecer a procedência do patrimônio e verificar possíveis ligações com o esquema.

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