A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a Operação Sinal Cortado e cumpriu seis mandados de busca e apreensão contra uma loja de celulares em Cuiabá. A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) identificou o estabelecimento como empresa de fachada usada por uma facção criminosa.
O Núcleo de Garantias da Capital expediu as ordens judiciais. A Derf coordenou a operação com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Canil do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal.
Facção usava loja para abastecer presídios
A investigação revelou que o grupo utilizava a loja para vender aparelhos celulares a integrantes da facção. Em seguida, membros da organização introduziam os dispositivos nas unidades prisionais, inclusive com o uso de drones.
Os investigadores mapearam a divisão de tarefas dentro do esquema. Parte dos integrantes intermediava as vendas. Outro núcleo assumia a responsabilidade de entregar os aparelhos aos detentos ligados ao grupo criminoso.
A apuração também apontou que a organização mantinha envolvimento com o comércio ilegal de armas de fogo, o que ampliava sua capacidade operacional.
Polícia apreende armas, drogas e veículos
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes localizaram e apreenderam:
- Uma arma de fogo;
- Munições;
- Dinheiro em espécie (ainda em contabilização);
- Aparelhos celulares sem comprovação de origem;
- Dezenas de comprimidos de drogas sintéticas;
- Quatro veículos automotores.
Os policiais conduziram duas pessoas à Derf e lavraram auto de prisão em flagrante.
A Polícia Civil direcionou a operação para atingir o núcleo financeiro da facção, recolher bens de alto valor e fortalecer o conjunto de provas já reunido ao longo da investigação.
Operação integra estratégia estadual contra facções
A Polícia Civil incluiu a Operação Sinal Cortado no planejamento estratégico de 2026 dentro da Operação Pharus, ação que compõe o Programa Tolerância Zero, criado para enfrentar facções criminosas em todo o Estado.
O nome “Pharus” remete à ideia de farol. O Estado adota a estratégia de lançar luz sobre estruturas criminosas, expor seus mecanismos e neutralizar suas atividades.
Perguntas frequentes
A Polícia Civil criou a operação para desarticular uma facção que usava uma loja de celulares como fachada para abastecer presídios.
Integrantes da facção utilizavam intermediários e até drones para lançar aparelhos dentro das unidades prisionais.
Os policiais apreenderam arma de fogo, munições, drogas sintéticas, dinheiro em espécie, celulares sem procedência e quatro veículos.


