A Polícia Civil de Mato Grosso, na última sexta-feira (20), cumpriu 13 ordens judiciais contra uma facção criminosa que atua em Sinop, Itaúba e Colíder. A ofensiva mira lideranças e o núcleo financeiro do grupo.
Ao todo, os agentes executaram cinco mandados de prisão preventiva, quatro quebras de sigilo telefônico e quatro bloqueios de bens e valores.
Alvos estratégicos e grandes
Entre os principais alvos está um investigado de 27 anos. Ele tinha dois mandados de prisão em aberto e passagens por crimes graves, incluindo homicídio.
Segundo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, o suspeito ocupava posição relevante na estrutura da facção e mantinha ligação com ações violentas atribuídas ao grupo.
A operção visa o desmonte de organizações criminosas
Além das prisões, a polícia apreendeu materiais que devem reforçar as investigações. Os detidos foram encaminhados às unidades policiais e permanecem à disposição da Justiça.
Também foram emitidas medidas de bloqueio de bens e valores buscam atingir o fluxo financeiro da facção. Sem recursos, a organização perde capacidade de financiar crimes, pagar integrantes e expandir influência. A polícia também solicitou a quebra de sigilos telefônicos para mapear a rede de contatos e identificar novos envolvidos.
Integração nacional contra facções
As prisões fazem parte da Operação Sangria II, que integra a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
No Estado, a ação também faz parte da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas.
Facção criminosa é uma organização estruturada que pratica crimes de forma coordenada. Esses grupos costumam ter liderança definida, divisão de funções e atuação em atividades ilegais
Ordem judicial é uma determinação formal emitida por um juiz.
Quebra de sigilo telefônico é a autorização judicial para que investigadores tenham acesso a ligações e dados de comunicação de um suspeito.


