A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (18), a Operação Autoridade para combater integrantes de uma facção criminosa investigados por crimes violentos em Guarantã do Norte e Marcelândia, no norte de Mato Grosso. A ação reúne 14 ordens judiciais relacionadas a duas investigações conduzidas pela Delegacia de Guarantã do Norte.
Operação cumpre 14 ordens judiciais
As equipes policiais cumprem seis mandados de busca e apreensão, seis mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares determinadas pela Justiça. Policiais das delegacias e unidades da Regional de Guarantã do Norte, Matupá, Peixoto de Azevedo e Marcelândia participam da operação.
A investigação sobre Marcelândia apura a participação de suspeitos em um homicídio. Segundo a Polícia Civil, os policiais prenderam dois investigados e procuram outros quatro alvos durante o cumprimento das medidas judiciais.
Em Guarantã do Norte, os investigadores apuram episódios de tortura e agressões conhecidos como “salves”. Conforme a investigação, integrantes de uma facção criminosa praticaram essas ações entre 2025 e 2026 para impor regras e aplicar punições por meio da violência.
Polícia Civil identifica vítimas de agressões
Até o momento, a Polícia Civil identificou pelo menos quatro vítimas dos chamados “salves” em Guarantã do Norte. Os investigadores analisam as circunstâncias de cada agressão e procuram identificar todos os envolvidos nos episódios registrados durante o período investigado.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais encontraram uma pessoa com diversas marcas de lesões corporais em um dos locais visitados. A equipe investiga se essa pessoa também sofreu agressões relacionadas aos crimes apurados pela operação.
Os profissionais responsáveis pelo caso encaminharão a vítima para exame de corpo de delito. Na sequência, os investigadores ouvirão a pessoa para esclarecer a origem das lesões e verificar uma possível relação com as práticas violentas investigadas.
Operação combate atuação de facção criminosa
A Polícia Civil escolheu o nome Operação Autoridade para reforçar que organizações criminosas não podem criar punições próprias, intimidar moradores ou exercer poder paralelo sobre a população.
O delegado Mauro Apoitia, coordenador da operação, afirmou que as forças de segurança vão investigar qualquer tentativa de impor medo aos moradores. Os investigadores também buscam reunir provas para individualizar a participação de cada suspeito nos crimes.
As equipes de diferentes municípios atuam de forma integrada. A cooperação entre as unidades permite que os policiais cumpram as ordens judiciais simultaneamente e ampliem o alcance da investigação contra os grupos envolvidos.
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