A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Sangria para desarticular uma organização criminosa responsável pelo abastecimento e distribuição de drogas em Cuiabá. A força-tarefa cumpriu 24 ordens judiciais, entre prisões preventivas, buscas domiciliares e bloqueios de contas bancárias. Com a ação, os investigadores buscam enfraquecer financeiramente o grupo e interromper sua atuação na capital.
A Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) coordenou a operação com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema). O Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) autorizou oito mandados de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e oito bloqueios de ativos financeiros. A Justiça limitou os bloqueios a até R$ 300 mil para cada investigado.
As equipes cumpriram simultaneamente as ordens judiciais e avançaram sobre a estrutura financeira da organização. Além das medidas cautelares, a operação atingiu diretamente os recursos utilizados pelo grupo para manter o esquema de distribuição de entorpecentes.
Investigação identificou toda a estrutura da quadrilha
A Denarc investigou o grupo durante vários meses e identificou uma rede criminosa responsável por abastecer diversos pontos de venda de drogas em Cuiabá. Durante a apuração, os policiais mapearam a atuação de cada integrante e reconstruíram o funcionamento da organização.
Os investigadores identificaram líderes, distribuidores, revendedores, transportadores e responsáveis pela movimentação financeira. Dessa forma, a Polícia Civil conseguiu compreender toda a cadeia de distribuição utilizada pelos suspeitos.
Além disso, a perícia analisou aparelhos celulares apreendidos em operações anteriores. O material extraído revelou conversas, registros e informações que permitiram identificar a participação de cada investigado no esquema criminoso.
Grupo negociava drogas diariamente e controlava arrecadação
As mensagens encontradas nos celulares mostraram que os integrantes negociavam diariamente a venda de drogas, organizavam o abastecimento dos pontos de comercialização e controlavam a arrecadação do dinheiro obtido com o tráfico.
Ao mesmo tempo, os suspeitos prestavam contas entre si para acompanhar o fluxo financeiro da organização. As conversas também detalharam a logística utilizada para manter o fornecimento constante de entorpecentes em diferentes regiões da capital.
Os investigadores ainda identificaram intensa movimentação financeira em contas bancárias e chaves Pix registradas em nome de terceiros. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava esse mecanismo para esconder a origem ilícita do dinheiro e dificultar o rastreamento patrimonial.
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