Pivetta defende leis mais rigorosas em reunião sobre segurança pública

O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, defendeu a urgência de leis mais rigorosas contra o crime organizado durante uma reunião em Brasília (DF) na quinta-feira (31). O presidente Lula convocou o encontro, que reuniu governadores, o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros, para debater a PEC da Segurança Pública.

Lula destaca a importância de um pacto federativo

O presidente Lula, por sua vez, abordou a necessidade de um pacto federativo que inclua todos os poderes da federação. Ele argumentou que o crime organizado deixou de ser um problema isolado e se tornou uma questão complexa, com envolvimento em diferentes setores da sociedade. Assim, Lula declarou: “O crime organizado não é mais apenas um problema, mas uma questão complexa, diferente de outras décadas. Não se trata mais de bandidos comuns, mas de organizações poderosas que estão envolvidas em todos os setores da sociedade”.

Pivetta defende a atualização da Constituição

Pivetta destacou que é essencial atualizar a Constituição de 1988 para refletir a atual realidade da segurança pública. Ele explicou que o texto constitucional não atende mais às demandas modernas. Dessa forma, afirmou: “Temos que fazer um pacto para que os criminosos voltem a temer o Estado Brasileiro, mas principalmente, precisamos atualizar a Constituição de 1988, que já não atende mais a realidade atual”.

Desafios e agilidade do crime organizado

Além disso, Pivetta ressaltou que, enquanto o Estado age de forma formal e burocrática, o crime organizado opera com rapidez e eficiência, colocando as autoridades em desvantagem. Ele enfatizou: “O estado é formal, mas o crime organizado atua de forma ágil e rápida, e isso nos coloca em desvantagem, não se trata de falta de estado, mas de uma organização eficaz”. Por isso, o governador defendeu a necessidade de um debate mais abrangente para encontrar soluções eficazes.

Conclusão sobre a necessidade de leis mais duras

Por fim, Pivetta concluiu sua participação defendendo que apenas leis mais rigorosas podem garantir que os crimes mais graves tenham consequências reais. Ele afirmou: “É inaceitável que as maiores barbaridades não tenham consequências, e isso só será possível com uma legislação que realmente atenda às necessidades da sociedade”.

Essa reunião, portanto, evidenciou a necessidade de uma abordagem conjunta e mais rigorosa para combater o crime organizado, reforçando a importância de um esforço coordenado entre as esferas de poder.

Fabio Olavarria

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