O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou seu apoio à candidata democrata Kamala Harris na eleição presidencial dos Estados Unidos durante uma entrevista ao canal francês TF1. Segundo Lula, a vitória de Kamala representaria um importante passo para a consolidação da democracia americana, um sistema que ele considera essencial para garantir uma convivência pacífica e justa entre diferentes setores da sociedade.
Lula declara apoio a Kamala Harris e destaca foco do G20 no combate à fome pic.twitter.com/DGcJvVd66V
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) November 2, 2024
Apoio explícito e defesa da democracia
Lula sublinhou seu compromisso com a democracia, afirmando que ela é o melhor sistema de governo que a sociedade já criou. “A democracia é o que permite que pessoas de diferentes origens, como eu, um ex-torneiro mecânico, cheguem à presidência. Ela possibilita a disputa de ideias de forma civilizada e sem violência. A vitória de Kamala garantiria mais segurança para manter esses valores nos Estados Unidos”, declarou.
Por sua vez, Kamala Harris intensificou suas ações com o objetivo de atrair uma base de eleitores mais ampla. Para isso, ela tem direcionado esforços específicos para alcançar grupos como mulheres e eleitores indecisos. Recentemente, ela participou de um encontro com a artista Beyoncé em um evento no Texas, um estado conhecido por ser majoritariamente republicano. Essa estratégia visou, portanto, fortalecer sua presença e aumentar seu apelo junto ao público local.
Preparativos do G20 no Brasil e foco em segurança alimentar
Lula também detalhou os preparativos para o próximo G20, que acontecerá em novembro no Rio de Janeiro. O Brasil, como país anfitrião, colocará o combate à fome e à pobreza no centro das discussões, promovendo uma “Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza”. Segundo Lula, é inadmissível que, em um mundo com capacidade para produzir alimentos em abundância, ainda existam 733 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. “Enquanto as despesas com armas e guerras atingem US$ 2 trilhões, precisamos redirecionar esses recursos para garantir que ninguém passe fome”, enfatizou.
Guerra entre Rússia e Ucrânia fora da agenda do G20
Lula deixou claro que a guerra entre Rússia e Ucrânia não será discutida durante o G20. Ele explicou que, além disso, nem Vladimir Putin nem Volodymyr Zelensky participarão do encontro. “Nós não convidamos Zelensky, e Putin não virá. Portanto, o G20 não se dedicará a discutir essa guerra. Em vez disso, pretendemos focar nos temas que já foram tratados anteriormente e avançar em novas direções nesses assuntos”, afirmou. Dessa forma, Lula reforçou que a cúpula buscará priorizar questões de impacto global e que podem trazer avanços concretos, deixando de lado conflitos específicos entre nações.
Defesa do diálogo e da paz global
Por fim, Lula destacou a importância do diálogo como solução para os conflitos ao redor do mundo. Ele mencionou crises em regiões como o Iêmen, Irã e Sudão e reforçou a necessidade de buscar soluções diplomáticas. “O poder do argumento tem mais impacto do que o poder de uma metralhadora”, concluiu, ressaltando que a cooperação e a negociação devem ser a base para enfrentar os desafios globais.



