A personal trainer Débora Sander voltou ao centro do debate público em Cuiabá após publicar uma live nas redes sociais em que detalhou novas acusações contra o ex-namorado, o policial civil Sanderson Ferreira de Castro Souza. A Justiça havia condenado Sanderson a 15 anos de prisão, em regime fechado, pelo espancamento ocorrido em agosto de 2024. Nesta quarta-feira (11), o Judiciário reduziu a pena para 1 ano e 9 meses, em regime aberto.
Na transmissão, Débora afirmou que Sanderson não apenas a espancou, mas também a dopou, ameaçou e forçou práticas sexuais contra a sua vontade. “Eu era obrigada, era ameaçada. Ele dizia que ia tirar a vida do meu filho, que ia tirar a minha vida. Ele me mostrava a arma, dava tiro para o alto”, declarou.
Justiça reduz pena e reacende debate sobre violência contra a mulher
O crime ocorreu no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. Após a denúncia, a Polícia Civil abriu investigação. Débora relatou agressões físicas, violência psicológica e ameaças constantes. Depois que ela formalizou a queixa, Sanderson viajou para o Rio de Janeiro.
Durante a viagem, a Corregedoria da Polícia Civil suspendeu a licença-prêmio do servidor e determinou o retorno imediato ao posto de trabalho. O órgão também exigiu que ele prestasse esclarecimentos à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM). No dia 1º de setembro de 2024, as autoridades prenderam o policial.
A decisão que reduziu a pena provocou questionamentos nas redes sociais e ampliou o debate sobre a efetividade das punições em casos de violência doméstica. Especialistas defendem que o sistema de Justiça precisa garantir rigor na análise de crimes que envolvem agressão, ameaça e coerção.
Débora denuncia coerção sexual e intimidação armada
Na live, Débora afirmou que o ex-companheiro a obrigava a utilizar acessórios sexuais e a participar de práticas que ela não desejava. Segundo ela, Sanderson impunha as situações sob ameaça direta e constante intimidação.
“Ele dizia: ‘Você é minha mulher, você tem que me satisfazer’”, relatou. Débora também declarou que o policial mantinha relações com outros homens e os levava para a residência do casal sob justificativas que, segundo ela, mascaravam interesses próprios.
As novas declarações ampliam o alcance das acusações e podem gerar novos desdobramentos judiciais, caso as autoridades recebam e formalizem as denúncias.
Perguntas frequentes
A Justiça reavaliou a condenação inicial de 15 anos e fixou nova pena de 1 ano e 9 meses em regime aberto, decisão que gerou debate público.
Ela afirmou que sofreu espancamento, ameaças com arma de fogo e coerção sexual durante o relacionamento com o ex-policial.
Sim. As novas acusações feitas publicamente podem motivar investigação complementar, caso sejam formalizadas às autoridades.


