Paula Calil diz que disputa pela Mesa Diretora é passageira e nega busca por poder na Câmara de Cuiabá

Perrengue Mato Grosso

A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou que o clima de tensão entre os vereadores, provocado pela disputa da Mesa Diretora, deve diminuir após a definição da nova composição da Casa. Segundo ela, as divergências fazem parte do processo político e não devem comprometer a relação entre os parlamentares no futuro.

Presidente diz que candidatura surgiu por decisão do grupo

Paula Calil rebateu críticas sobre sua candidatura à reeleição para a presidência da Câmara e negou ter mudado de posicionamento por interesse pessoal. Ela afirmou que, inicialmente, não pretendia disputar um novo mandato no comando do Legislativo, mas aceitou colocar seu nome à disposição após uma decisão do grupo político do qual faz parte.

A parlamentar declarou que não se arrepende da decisão e destacou que não possui “sede pelo poder”. Segundo ela, caso seu nome deixe de ser consenso ou não consiga disputar a eleição, o grupo apoiará outro vereador.

Tensão política deve acabar após eleição, afirma vereadora

Na avaliação da presidente, o período eleitoral naturalmente aumenta os atritos entre os parlamentares. Apesar disso, ela acredita que o ambiente voltará à normalidade assim que a eleição da Mesa Diretora for concluída, permitindo que os vereadores retomem o trabalho conjunto em benefício da população.

Paula também afirmou que o apoio recebido de parte dos vereadores é resultado do trabalho desenvolvido durante sua gestão à frente da Câmara.

Gestão e relação entre os poderes

Ao defender sua administração, Paula destacou ações como melhorias na estrutura da Câmara, modernização tecnológica e atualização das normas internas do Legislativo municipal. Ela afirmou ainda que, como presidente da Casa, atua de forma imparcial e busca garantir condições para que todos os 27 vereadores exerçam seus mandatos.

Sobre a relação entre a Câmara e a Prefeitura de Cuiabá, a parlamentar reconheceu que momentos de tensão entre os poderes não são positivos para a cidade. Segundo ela, Executivo e Legislativo precisam manter uma relação harmônica, preservando a independência institucional e priorizando os interesses da população cuiabana.

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