O papa Leão XIV fez um apelo direto ao governo de Camarões nesta quarta-feira (15), pedindo o fim da corrupção durante um discurso oficial na presença do presidente Paul Biya, de 93 anos, que comanda o país desde 1982.
O pronunciamento ocorreu em um evento diplomático em que o líder camaronês acompanhou as falas do pontífice sem demonstrar reação pública.
Papa defende justiça, diálogo e renovação institucional
Durante o discurso, o papa afirmou que a corrupção enfraquece a autoridade e compromete a credibilidade das instituições.
“Para que a paz e a justiça prevaleçam, devemos quebrar as correntes da corrupção que desfiguram a autoridade e ameaçam sua credibilidade”, declarou Leão XIV.
O pontífice também defendeu o compromisso com o diálogo e com o desenvolvimento pleno, afirmando que é possível transformar “as feridas do passado em fonte de renovação”.
Governo de Camarões rejeita acusações
O governo de Camarões nega acusações de corrupção e violações de direitos humanos.
A administração de Paul Biya afirma que a estabilidade política do país impede conflitos internos mais graves, como os registrados em outras nações da região, incluindo a República Democrática do Congo e a República Centro-Africana.
Contexto político amplia tensão diplomática
O discurso do papa ocorre em meio a críticas internacionais sobre a governança em Camarões e o longo período de permanência de Biya no poder.
Mesmo sem resposta direta do presidente durante o evento, o pronunciamento reforçou o tom de cobrança internacional por reformas institucionais no país africano.
Perguntas e respostas sobre o caso
Que o governo combata e erradique a corrupção.
Paul Biya, que governa Camarões desde 1982.
O governo aceita as acusações?
Não, ele nega corrupção e violações de direitos humanos.






