Durante um encontro com líderes da Guiné Equatorial nesta terça-feira (21/4), o Papa Leão XIV fez um alerta urgente sobre o futuro da humanidade, afirmando que as guerras em curso e a erosão do direito internacional podem “comprometer tragicamente” o bem-estar global. A visita ao país africano faz parte de uma viagem de quatro países, onde o pontífice tem buscado reforçar sua mensagem de paz e responsabilidade internacional.
Recebido no Palácio Presidencial pelo presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, o Papa foi calorosamente acolhido pelas autoridades locais. Em seu discurso, o líder religioso abordou temas como os conflitos armados e a exploração de recursos naturais, fazendo uma conexão direta entre a exploração irresponsável de petróleo e minerais e a intensificação dos conflitos no mundo.
TVGE/HOST BROADCASTER via Reuters
“O que impulsiona a disseminação de conflitos armados é a colonização dos depósitos de petróleo e minerais, sem levar em consideração o direito internacional ou o direito dos povos à autodeterminação”, declarou o Papa, sublinhando como a disputa por recursos naturais pode agravar ainda mais as tensões e prolongar a violência global.
Mas o Papa também fez um alerta mais amplo sobre o futuro da humanidade. Ele expressou uma preocupação crescente com o uso crescente de novas tecnologias para fins militares, destacando que, sem um compromisso mais firme com a responsabilidade política e adesão aos acordos internacionais, o futuro das próximas gerações pode estar em perigo. “Se continuarmos neste caminho, o futuro da humanidade poderá estar irremediavelmente comprometido”, afirmou com firmeza.
Essa mensagem não foi apenas uma crítica, mas também um chamado à ação para os líderes mundiais, pedindo um maior compromisso com o respeito ao direito internacional e com a autodeterminação dos povos. A urgência de sua fala visou destacar que a paz e o futuro do planeta dependem diretamente das escolhas políticas e da cooperação internacional no combate às injustiças globais.
Perguntas e respostas
O Papa alertou que, sem um maior compromisso com a paz e com o cumprimento dos acordos internacionais, o uso crescente de tecnologias militares e a exploração irresponsável dos recursos naturais podem comprometer irreversivelmente o futuro das gerações futuras.
Ele se referia à exploração predatória desses recursos naturais por potências externas, sem levar em consideração as consequências sociais e políticas para os países ricos em tais recursos, o que frequentemente resulta em violência e conflitos.
O Papa enfatizou a necessidade de responsabilidade política, o respeito ao direito internacional e o compromisso com a autodeterminação dos povos, além da adesão rigorosa a acordos globais, para evitar a escalada de guerras e garantir um futuro pacífico para todos.





