O papa Leão XIV criticou duramente líderes mundiais que destinam bilhões de dólares a guerras, durante discurso realizado em Camarões nesta quinta-feira (16). A declaração ocorreu após novas críticas feitas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificando o tom político do pronunciamento.
Durante o encontro em uma das principais regiões anglófonas do país africano, marcada por um conflito que já dura quase uma década e deixou milhares de mortos, o pontífice fez um apelo direto por mudanças nas prioridades globais.
Papa denuncia impacto das guerras e critica líderes
Leão XIV afirmou que muitos líderes ignoram os efeitos devastadores dos conflitos armados e mantêm políticas que ampliam o sofrimento da população.
“Os mestres da guerra fingem não saber que basta um instante para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir”, declarou o papa.
Ele também condenou o uso de discursos religiosos para justificar guerras, classificando essa prática como uma distorção grave dos princípios de fé e um risco à convivência entre povos.
Recursos para guerra poderiam salvar vidas, diz pontífice
O papa reforçou que os investimentos bilionários em conflitos poderiam ser redirecionados para áreas essenciais, como saúde, educação e reconstrução de regiões afetadas.
“Bilhões são gastos em mortes e devastação, enquanto faltam recursos para cura, educação e reconstrução”, afirmou.
Segundo ele, a insistência em políticas bélicas demonstra uma desconexão com as reais necessidades da população mundial.
Discurso amplia debate internacional
A fala do pontífice ocorre em um momento de tensões globais e reacende discussões sobre o papel dos líderes na promoção da paz.
Ao cobrar uma “mudança decisiva de rumo”, Leão XIV reforça a pressão internacional por políticas mais voltadas ao desenvolvimento humano e à estabilidade social, em vez da escalada de conflitos.
Perguntas e respostas sobre o caso
O que o papa criticou?
Os altos gastos com guerras e a destruição causada por conflitos.
Onde ocorreu o discurso?
Em Camarões, na África Central.
Quem aparece no contexto político?
Donald Trump, após críticas ao pontífice.






