Império milionário do tráfico é alvo da PF após movimentação suspeita de R$ 70 milhões; Veja vídeo

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Uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de cocaína foi alvo de uma grande operação da Polícia Federal.

Segundo as investigações, cerca de R$ 70 milhões sem origem comprovada teriam sido movimentados pelo grupo.

Mandados foram cumpridos em três estados na manhã desta terça-feira (2).

Tráfico, milhões e luxo estão no centro da Operação Mens Occulta, deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular uma organização criminosa apontada como responsável pelo tráfico internacional de cocaína. A ação foi realizada simultaneamente em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.

De acordo com as investigações, a estrutura criminosa teria movimentado aproximadamente R$ 70 milhões ao longo dos últimos cinco anos. Os recursos, segundo a Polícia Federal, não possuíam origem financeira compatível ou comprovada.

A organização teria mantido sua base principal em Uberlândia (MG), enquanto a região de Corumbá (MS), próxima à fronteira com a Bolívia, era utilizada como ponto estratégico para o abastecimento da droga.

Operação mobilizou centenas de policiais

Nesta nova fase da investigação, cerca de 230 policiais federais foram mobilizados.

Ao todo, 25 mandados de prisão preventiva e 49 mandados de busca e apreensão passaram a ser cumpridos em 10 municípios. As determinações judiciais foram expedidas pela Justiça Federal de Uberlândia.

A operação representa mais um desdobramento de uma apuração conduzida há vários anos pelas autoridades.

Quase três toneladas de droga foram apreendidas

Segundo a Polícia Federal, diversas ações anteriores já haviam atingido integrantes do grupo.

Durante a investigação, 11 prisões em flagrante foram registradas e aproximadamente 2,9 toneladas de cocaína foram apreendidas.

As apreensões ajudaram a mapear o funcionamento da organização e a identificar seus principais integrantes.

Bens de alto valor teriam sido usados para lavar dinheiro

Conforme apontado pelos investigadores, os lucros obtidos com o tráfico eram ocultados por meio de empresas de fachada.

A aquisição de ranchos, apartamentos, embarcações, veículos de luxo e cavalos de raça teria sido utilizada para dar aparência legal aos recursos.

Relatórios de inteligência financeira também apontaram movimentações milionárias incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

Segundo a Polícia Federal, o principal líder da organização já possuía antecedentes por tráfico de drogas e atuaria de forma discreta, evitando exposição direta. As investigações continuam para aprofundar a identificação dos envolvidos e esclarecer toda a estrutura financeira utilizada pelo grupo criminoso.

Karolina silva

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