A operação mais letal da história do Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira (28), mobilizou uma estrutura sem precedentes. Com 2.500 policiais, drones, helicópteros, veículos de demolição e 32 blindados, a força policial avançou em comunidades marcadas por confronto intenso. No centro das atenções, estava o Caveirão, o veículo blindado que há anos representa o poder e a resistência da Polícia Militar fluminense.
O poder que o Caveirão carrega
O blindado surgiu como resposta direta ao avanço do crime organizado em áreas de difícil acesso. Construído para resistir a disparos de alto calibre, o veículo transporta tropas e abre caminho em zonas de risco extremo. Durante a operação, ele atuou na linha de frente, protegendo o deslocamento dos agentes. A Polícia Militar do Rio é a única do país que conta com um número expressivo desse tipo de equipamento: são 57 Caveirões operando em diferentes batalhões, prontos para enfrentar as situações mais críticas.
A rotina dentro do blindado
O sargento Nei Machado, conhecido como Batata da Madsen, divulgou recentemente um vídeo mostrando o interior do Caveirão. Em tom bem-humorado, ele apelidou o veículo de “Uber Black” e apresentou detalhes curiosos sobre sua estrutura. Cada assento possui uma abertura para o fuzil, e na parte superior há uma torre destinada ao atirador de apoio. A gravação, feita semanas antes da grande operação, viralizou e revelou ao público a rotina de quem atua dentro do blindado mais temido do Brasil.
Símbolo de proteção e polêmica
Mais do que um veículo, o Caveirão se tornou um símbolo da segurança pública carioca. Para alguns, representa força e proteção; para outros, traduz o impacto das ações policiais em áreas vulneráveis. Ainda assim, o blindado permanece essencial nas estratégias da PMERJ, garantindo cobertura, mobilidade e segurança em meio a confrontos urbanos.
Perguntas e respostas
São 57 veículos em operação.
O sargento Nei Machado, conhecido como Batata da Madsen.
Proteger os policiais e abrir caminho em áreas de confronto.



