A megaoperação que atingiu os complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28), provocou forte repercussão. Moradores retiraram mais de 60 corpos de uma área de mata e levaram as vítimas para a Praça São Lucas, no centro da comunidade. A Defensoria Pública informou que o número de mortos pode ultrapassar 120, o que transformaria o caso na maior tragédia policial da história do país.
Moradores relatam abandono e desespero
Durante o dia, moradores se organizaram para resgatar parentes desaparecidos após o confronto. Raiune, moradora do Complexo da Penha, relatou indignação com a ausência do poder público: “Eles abandonaram, quem está carregando os corpos somos nós”. O depoimento ilustra o desespero das famílias que percorrem ruas e áreas de mata em busca de informações. A comunidade permanece cercada por viaturas e sob forte tensão.
Governo do estado defende a operação
O governo do Rio de Janeiro manteve a defesa da ação. Em coletiva, o governador Cláudio Castro afirmou que as forças de segurança cumpriram mandados judiciais e agiram com base em dados de inteligência. Segundo ele, o objetivo do governo é conter o avanço de facções criminosas e restabelecer o controle territorial nas comunidades.
Entidades cobram investigação independente
A Defensoria Pública e organizações de direitos humanos solicitaram investigação independente para apurar as circunstâncias das mortes. O Ministério Público estadual acompanha o caso e analisa possíveis medidas legais. O episódio reacendeu o debate sobre o uso da força e a necessidade de estratégias de segurança que priorizem a preservação da vida e o respeito à população das favelas.
Perguntas e respostas
Mais de 60, segundo informações da Defensoria Pública.
Nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio.
Uma investigação independente e transparente sobre as mortes.



