A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quinta-feira (19) a Operação Hidra para desarticular um grupo criminoso envolvido no tráfico de drogas com atuação em Cuiabá e no Distrito Federal. A ação cumpre 20 ordens judiciais, sendo 10 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.
As investigações apontam que o grupo atuava na comercialização e distribuição de diferentes tipos de entorpecentes, incluindo variações de maconha, drogas sintéticas e outras substâncias ilícitas. A Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) conduziu os trabalhos ao longo dos últimos meses.
Estrutura ramificada e atuação interestadual
Segundo a Polícia Civil, os investigados mantinham uma rede estruturada de fornecedores e distribuidores. A atuação ocorria tanto em Cuiabá quanto em Brasília, o que caracteriza a dimensão interestadual do esquema.
A organização utilizava meios tecnológicos e financeiros para viabilizar as transações ilícitas. As apurações identificaram interligações entre diferentes integrantes, que operavam de forma fragmentada, mas coordenada.
De acordo com o delegado Ronaldo Binoti Filho, responsável pelo caso, a operação busca interromper as atividades do grupo e reunir novos elementos probatórios. Ele afirmou que os investigados poderão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico, crimes cujas penas podem ultrapassar 15 anos de reclusão.
Por que o nome Hidra?
O nome da operação faz referência à criatura mitológica Hidra, conhecida por possuir múltiplas cabeças. A analogia representa a estrutura ramificada da organização criminosa, composta por diversos fornecedores interligados.
A Polícia Civil explicou que, assim como na mitologia, a fragmentação da estrutura permitia ao grupo manter as atividades mesmo diante de ações repressivas. A escolha do nome reforça a complexidade do esquema investigado.
Integração ao planejamento estratégico
A Operação Hidra integra a Operação Pharus – Farol da Justiça, parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026. A iniciativa está inserida no programa Tolerância Zero, que visa combater facções criminosas em todo o Estado.
O conceito de “Pharus” remete à ideia de um farol que projeta luz sobre ameaças ocultas, simbolizando a atuação contínua das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado.
As diligências seguem em andamento, e novos desdobramentos poderão ser divulgados conforme o avanço das investigações.
Perguntas frequentes:
Quantos mandados foram cumpridos?
Foram 20 ordens judiciais, entre prisões e buscas.
Onde o grupo atuava?
Em Cuiabá e no Distrito Federal.
Quais crimes são investigados?
Tráfico de drogas e associação para o tráfico.


