Missionária investigada teria recebido cirurgia plástica paga por líder do Comando Vermelho

Perrengue Mato Grosso

Uma cirurgia plástica teria sido paga por um líder do Comando Vermelho.
A investigada é apontada como responsável por lavar dinheiro para a facção.
Novas informações foram divulgadas pela Polícia Civil de Mato Grosso.

As investigações da Polícia Civil de Mato Grosso apontaram que Rhavenna Almeid, investigada na Operação Fariseus, recebia benefícios do Comando Vermelho (CV) em troca da lavagem de dinheiro para a organização criminosa. Entre as vantagens identificadas, uma cirurgia plástica teria sido custeada por um dos líderes da facção, conforme informado durante coletiva de imprensa.

As palavras que marcaram o caso foram facção, cirurgia e investigação, que passaram a aparecer no centro das apurações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Benefícios teriam sido oferecidos pela facção

Durante a coletiva, pelo delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, foi informado que proteção e favores eram recebidos pelos investigados em troca da atuação em benefício da organização criminosa.

Segundo o delegado, uma cirurgia plástica teria sido paga por um líder da facção para Rhavenna. A suspeita também é apontada como namorada de Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, que permanece foragido da Justiça desde 2024.

Projeto religioso teria sido utilizado

De acordo com as investigações, o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, vinculado à igreja onde os pais da investigada atuam como pastores, teria sido utilizado para manter contato com integrantes do Comando Vermelho, incluindo presos e foragidos.

Além dessa aproximação, funções relacionadas ao apoio na comunicação e na logística da facção também teriam sido desempenhadas pela investigada, conforme apurado pela Polícia Civil.

Fotos, vídeos e viagens chamaram atenção

Viagens frequentes ao Rio de Janeiro também foram identificadas durante as investigações. Segundo a Polícia Civil, permanências em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho foram registradas e, em uma das ocasiões, o imóvel utilizado por “Batman” teria sido visitado.

Fotos e vídeos extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos mostrariam Rhavenna segurando um fuzil banhado a ouro. Registros de videochamadas com lideranças criminosas também foram considerados relevantes pelos investigadores. Em uma das gravações analisadas, um conselheiro do Comando Vermelho aparece na conversa, enquanto outro integrante da facção é visto efetuando disparos de fuzil em uma comunidade carioca.

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