O candidato a deputado federal Nilson Leitão (Progressistas) defendeu mudanças no sistema político brasileiro durante participação no Agência VideoCast, em Confresa, na região do Araguaia, no último sábado (26). Entre as propostas apresentadas pelo candidato estão a adoção do que classificou como “tolerância zero” contra a corrupção, o fim do financiamento público das campanhas eleitorais e o encerramento da possibilidade de reeleição para cargos do Executivo. As três medidas integram as posições defendidas por Leitão nesta reta final da campanha eleitoral.
Nilson cobra punição para condutas irregulares
Ao abordar o combate à corrupção, Leitão criticou o funcionamento atual do sistema partidário e defendeu maior responsabilização das legendas pelos políticos eleitos.
Na avaliação do candidato, os próprios partidos deveriam assumir uma participação mais ativa diante de irregularidades cometidas por seus representantes. A proposta apresentada por ele durante a entrevista prevê maior rigor diante de comportamentos considerados incompatíveis com a função pública.
“O que precisa ter é a tolerância zero com qualquer tipo de comportamento errado de um funcionário público”, afirmou.
Candidato critica uso de dinheiro público em campanhas
Nilson também defendeu o fim do financiamento público das campanhas. Atualmente, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) é previsto pela Lei nº 9.504/1997 e utiliza recursos públicos para financiar campanhas eleitorais. Para as eleições de 2026, o fundo soma R$ 4,96 bilhões, distribuídos entre os partidos conforme critérios previstos na legislação.
“Com o financiamento público, o Tesouro Nacional deposita lá 1 bilhão na conta de um partido, 700 milhões na conta de outro, e só piorou o Brasil”, disse.
Leitão defendeu que as campanhas sejam financiadas pela iniciativa privada, dentro de regras e mecanismos de fiscalização. O modelo atual de Fundo Eleitoral surgiu em 2017 após a proibição das doações eleitorais feitas por pessoas jurídicas.
Fim da reeleição também entra nas propostas
A terceira mudança defendida pelo candidato envolve o fim da reeleição para cargos do Executivo. Leitão argumentou que a possibilidade de disputar um novo mandato influencia decisões tomadas pelos governantes durante a administração.
Segundo ele, medidas consideradas impopulares podem deixar de avançar quando presidentes, governadores ou prefeitos priorizam uma futura disputa eleitoral.
“Acabou com a reeleição, acabou a preocupação com o voto e ele vai se preocupar com o país”, completou.
As declarações representam as propostas e avaliações políticas apresentadas por Nilson Leitão durante a entrevista. Mudanças nas regras de reeleição e no modelo de financiamento eleitoral dependem de alterações legislativas e, conforme o conteúdo da mudança, podem exigir modificação constitucional.
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